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Bebê é declarado morto, ressuscita e acaba falecendo “outra vez”

(Divulgação/ContilNet)

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou, com pesar, a morte do recém-nascido que voltou a apresentar sinais vitais após ter sido declarado morto na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco. O bebê faleceu às 23h15 deste domingo (26), em decorrência de choque séptico e sepse neonatal.

Em nota, a direção da maternidade expressou solidariedade à família, destacando o sofrimento dos pais diante da perda.

“Neste momento de imensa dor, manifestamos nosso respeito e desejamos que encontrem conforto e acolhimento”, diz o comunicado assinado pela diretora-geral, Simone da Silva Prado, e pelo secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Zambon.

A Sesacre informou que todos os cuidados necessários foram prestados ao bebê durante o período em que permaneceu internado. Devido à condição de extrema prematuridade, a equipe médica avaliou que uma transferência representaria risco elevado de agravamento do quadro clínico.

O órgão também confirmou que abriu uma apuração sobre o caso e que a equipe envolvida no atendimento inicial foi afastada temporariamente, como medida para garantir transparência nas investigações.

A secretaria reiterou o compromisso de reforçar os protocolos e aprimorar a atenção humanizada à saúde materno-infantil, reforçando que o episódio será analisado de forma criteriosa para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.

Veja a nota da Secretaria de Saúde do Acre:

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio da direção da Maternidade Bárbara Heliodora, comunica, com profundo pesar, o falecimento do recém-nascido atendido na unidade (após ter apresentado sinais vitais, depois de declarado óbito), ocorrido às 23h15 de domingo, 26 de outubro, em decorrência de um quadro de choque séptico e sepse neonatal.

Neste momento de imensa dor, expressamos nossa solidariedade e respeito à mãe, ao pai e a todos os familiares, desejando que encontrem conforto e acolhimento diante dessa perda irreparável.

Todos os esforços possíveis foram realizados para garantir o melhor cuidado e suporte durante todo o período de internação. Reforçamos que, devido à prematuridade extrema do bebê, a transferência para outra unidade não chegou a ser cogitada pela equipe médica, diante do alto risco de agravamento do quadro.

O caso está sendo rigorosamente apurado, e a equipe responsável pelo atendimento inicial foi afastada para assegurar a lisura de todo o processo.

A Sesacre e a equipe da maternidade lamentam profundamente o desfecho e reafirmam seu compromisso de redobrar o olhar e seguir aprimorando, a cada dia, o cuidado e a atenção humanizada à vida.

Simone da Silva Prado
Diretora-geral da Maternidade Bárbara Heliodora

Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Zambon
Secretário de Estado de Saúde do Acre

Palavra médica

A médica Mariana Colodetti, neonatologista da Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, afirmou neste sábado (25), ao ContilNet, que ainda não é possível confirmar o que levou o bebê José Pedro a apresentar sinais vitais após ter sido declarado morto.

No entanto, ela não descartou a possibilidade de se tratar de um fenômeno conhecido como Síndrome de Lázaro, uma ocorrência médica raríssima, em que o coração volta a bater espontaneamente após o óbito ser constatado.

Durante a coletiva de imprensa, a profissional explicou que qualquer conclusão depende de uma investigação técnica e minuciosa. “A gente não consegue afirmar agora. Junto com a equipe e com a análise de prontuários, a gente vai conseguir ter uma certeza disso. Não dá pra definir neste momento se é ou não um caso assim”, declarou.

Síndrome de Lázaro

A chamada Síndrome de Lázaro é descrita em poucos casos no mundo. O fenômeno pode ocorrer minutos após a interrupção dos batimentos cardíacos, quando há um retorno espontâneo da circulação sanguínea. Embora mais comum em pacientes adultos submetidos a reanimações, há relatos raríssimos em recém-nascidos, o que exige investigação detalhada.

Um estudo do International Journal for Multidisciplinary Research (IJFMR), aponta que até 2022 existiriam cerca de 76 casos espalhados por 27 países, com idades dos pacientes variando de 9 meses a 97 anos, e com diferentes durações de ressuscitação ou ausência dela.

O caso deste recém-nascido, que gerou grande comoção social, segue sendo investigado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e pela Polícia Civil, que devem ouvir os profissionais envolvidos no parto e revisar os procedimentos adotados.



Fonte Extra com ContilNet

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