Briga flagrada por populares envolveu o deputado petista Renato Freitas
O deputado estadual Renato Freitas (PT) trocou agressões (vídeo) com um homem no Centro de Curitiba na manhã desta quarta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra. A confusão ocorreu na Rua Vicente Machado e teria começado após uma discussão de trânsito.
As imagens mostram os dois com o rosto sangrando enquanto trocam socos e são separados por testemunhas. Em outro vídeo, Freitas desfere dois chutes antes de levar um soco no rosto. Durante a briga, o deputado provoca o homem: “Deixa que eu vou, vem bonitão, vem”. A Alep informou que aguarda mais detalhes sobre o caso antes de se posicionar.

Deputado Renato Freitas levou uma “direita” (Reprodução)
Dia da vitimização?
O ex-presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, fez uma série de posts em que critica a forma como o Brasil comemora o Dia da Consciência Negra. Para o dirigente da fundação, a escolha de Zumbi dos Palmares como “ícone” da luta racial deveria ser revista. Camargo sugere, por exemplo, o nome do engenheiro, abolicionista e monarquista André Rebouças como um herói nacional. Segundo ele, a figura de Rebouças “promoveria virtudes e valores construtivos, a união e a colaboração de pretos e brancos do Brasil”. “Há somente 3 tipos de pretos que interessam à esquerda: o bandido, militante e o vitimista. Pretos que estudam e vencem pelo mérito são inconvenientes. Contrariam a narrativa”, escreveu….
Na visão do líder negro, cuja declaração foi dada ainda em 2021 quando ainda não era feriado nacional, a data de 20 de novembro poderia ter outros significados. Em tom de ironia, sugeriu: Dia da Mente Negra Escravizada pela Esquerda; Dia do Culto ao Ressentimento pelo Passado; Dia da Vitimização do Negro; Dia de Luta pela Divisão Racial do Povo….

Publicação de ex-presidente da Fundação Zumbi dos Palmares (acima)
Sofrimento não tem cor fixa
Natã da Costa Duarte, negro, funcionário público, atual presidente da Assemusa, Associação dos Servidores Municipais de Santa Helena deixou uma mensagem nas suas redes sociais:
Sou negro, vivi situações difíceis por causa da minha cor e reconheço o peso que isso tem na história do Brasil. Mas também aprendi que sofrimento não tem cor fixa: muita gente enfrenta preconceito e desigualdade por ser pobre, por ser indígena, por ser imigrante, ou simplesmente por estar vulnerável.
Por isso, embora respeite o Dia da Consciência Negra, não me sinto representado por uma lógica que separa consciências entre negras e brancas. A data tem valor quando nos faz lembrar do passado, combater injustiças e reconhecer a contribuição do povo negro. Mas, para mim, o caminho não está em criar rótulos — está em construir uma consciência humana, que enxergue caráter antes da cor.
É assim que escolho viver o 20 de novembro: reafirmando minhas raízes, mas defendendo um futuro sem muros, sem divisões e com igualdade real para todos.

Fonte Extra com inf. J. Pan e Poder 360







