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Indicação de “Bessias” para STF irrita presidente do Senado que ensaia pauta bomba

Jorge Rodrigo Araújo Messias integrará a equipe que trabalha com Dilma no período de afastamento (Foto: CHRISTIAN RIZZI/CHRISTIAN RIZZI)

A escolha do presidente Lula (PT) para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma crise entre o Planalto e o comando do Senado, cujo presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), pressionava pela escolha do seu parceiro, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG)

O anúncio de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, nesta quinta (20), foi recebido com irritação pelo presidente do Senado, que esperava ser informado previamente da decisão. Ele se queixou de que não recebeu qualquer contato de antes da indicação, tampouco do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

“Não recebi nenhum telefonema do presidente Lula, nem mesmo do líder do governo, Jaques Wagner, sobre a indicação de Messias”, declarou.

Político da velha guarda, que dedica o mandato ao “garimpo”de catgos para indicar seus apadrinhados, Alcolumbre usou sua posição de “dono da pauta” do Senado para bajular Lula para tornar o petista “agradecido”, sem condições de recusar a indicação que fez de Pacheco para a vagada no STF.

A demora do anúncio, que já incomodava o próprio STF, foi provocada exatamente pela tentativa de Lula de “administrar” Alcolumbre, até que cansou e anunciou Messias de surpresa.

Horas depois do anúncio, o presidente do Senado informou que irá pautar projetos que desagradam o governo, já a partir da próxima terça-feira (25), como a votação da proposta de previdência de agentes de saúde, que deve ter impacto bilionário para municípios e para União.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado).

Quem é Messias?

Natural de Pernambuco, Messias construiu sua carreira dentro da máquina pública. Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e mestre pela Universidade de Brasília (UnB), ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, responsável pela cobrança de dívidas fiscais da União.

Desde então, acumulou passagens por áreas estratégicas:

  • Subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República;
  • Secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação;
  • Consultor jurídico do MEC e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • Atuação em órgãos como Banco Central e BNDES.


Presidente Lula ao lado de seu indicado ao STF, Jorge Messias. (Foto: Ricardo Stuckert).


Messias foi citado em conversa entre Dilma e Lula em 2016 como “Bessias”: “Tchau querida”


Na época, indicado por Lula ao STF atuava como subchefe para Assuntos Jurídicos da então presidente Dilma Rousseff.

Jorge Messias ganhou notoriedade após ser citado em conversa telefônica entre o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a então ocupante do cargo, Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Em 16 de março de 2016, em meio às investigações da Operação Lava Jato, o então juiz Sergio Moro derrubou o sigilo de uma ligação de Dilma com Lula, alvo de interceptação pela PF (Polícia Federal).

A ligação havia ocorrido naquele mesmo dia, horas após o anúncio de que Lula ocuparia a Casa Civil de Dilma, enquanto avançava não apenas a Lava Jato, mas o processo de impeachment que acabaria por destituir Dilma do cargo.

Trecho da Veja em 2016


Na conversa, ambos tratavam do termo de posse para Lula assumir a Casa Civil:

Dilma: Seguinte, eu tô mandando o Bessias junto com o papel, para a gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse, tá?

Lula: Uhum, tá bom, tá bom.

Dilma: Só isso. Você espera aí que ele tá indo aí.

Lula: Tá bom, eu tô aqui, eu fico aguardando.

Dilma: Tá?

Lula: Tá bom.

Dilma: Tchau.

Lula: Tchau, querida.

Um dia depois da divulgação dos áudios, Lula chegou a participar de cerimônia para tomar posse na Casa Civil. Porém, em 18 de março de 2016, o STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu a nomeação, em decisão liminar emitida por Gilmar Mendes.

Na época, a interpretação da Justiça foi de que a nomeação visaria transferir os processos sobre Lula na Lava Jato que corriam na 13ª Vara Federal de Curitiba para o próprio Supremo, devido à prerrogativa do foro a ministros de Estado.

Meses depois, o ministro Teori Zavascki, então relator da Lava Jato no Supremo, considerou o grampo e sua divulgação atos irregulares e impediu o uso da gravação como elemento probatório.

Anos depois, em 2021, o STF anulou condenações contra Lula na Lava Jato, reconhecendo que os processos deveriam ter tramitado em Brasília, e não na Vara Federal de Curitiba.




Fonte Extra com inf. Diário do Poder e CNN

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