O Congresso Nacional já tem o número de assinaturas necessárias para instalar uma CPMI para investigar possíveis crimes financeiros do Banco Master.
O anúncio foi feito pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) que é vice-líder da oposição ao governo Lula na Câmara e proponente da comissão.
Até na sexta-feira (9) havia 229 assinaturas: 196 deputados e 33 senadores — sendo que o mínimo de adesão para criação da CPMI é 171 deputados e 27 senadores. 22 dos 30 deputados federais do Paraná e dois dos três senadores do Estado endossaram a ideia — nenhum do PT.
Jordy já afirmou que só deve apresentar o pedido de CPMI em fevereiro, quando o Congresso Nacional voltar do recesso parlamentar. Apesar de já ter alcançado o quórum, a decisão de instalação é atribuição do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil).
O Blog Politicamente conversou com alguns federais do Paraná que assinaram o pedido de CPMI. No entanto, nenhum deles acredita que a comissão vai prosperar.
Corre a boca miúda em Brasília que se Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, resolver contar tudo que sabe, muitos da banda podre da capital federal cairão. Autoridades serão desnudadas.
No Supremo Tribunal Federal, principalmente, ninguém quer ouvir falar em CPMI do Banco Master, diante da possibilidade de uma exposição inédita das entranhas dos “capas-pretas”. A começar pelo vultuoso contrato de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, com o banco de Vorcaro.
A aposta é que a CPMI servirá como um trunfo dos congressistas — principalmente daqueles enroscados em investigações avançadas na Suprema Corte dentro de um contexto de ano eleitoral. De emenda pix à contratos nebulosos, o cardápio é vasto e vai “do Oiapoque ao Chuí”.
O próprio proponente da CPMI foi recentemente alvo de um mandado de busca e apreensão num inquérito conduzido por Flávio Dino que apura suposto desvio de cota parlamentar.
2026 pode marcar o ano da guerra fria entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, com o Poder Executivo torcendo para um armistício entre os dois poderes — pelo menos até o fim do processo eleitoral.
Os recados do Palácio do Planalto são, por enquanto, no sentido de não afiançar o avanço da CPMI do Banco Master até porque, como reza a máxima consagrada, todo mundo sabe como começa uma CPMI, mas ninguém sabe como termina. A máxima é ainda mais perigosa em ano de eleição geral. Prova disso é que, até o momento, nenhum congressista do PT assinou o pedido.
Os paranaenses que assinaram a CPMI do Banco Master
Senadores:
Flávio Arns
Sergio Moro

Senador Oriovisto Guimarães não assinou
Deputados:
Delegado Matheus Laiola
Diego Garcia
Dilceu Sperafico
Estacho
Felipe Francischini
Filipe Barros
Geraldo Mendes
Giacobo
Hauly
Luciano Alves
Luísa Canziani
Luiz Nishimori
Padovani
Paulo Litro
Pedro Lupion
Stephanes Jr
Ricardo Barros
Sargento Fahur
Sérgio Souza
Tião Medeiros
Toninho Wandscheer
Vermelho
Fonte Extra/Blog Politicamente







