Em Marechal Cândido Rondon, a primeira entrega de produção foi no dia 22 de dezembro, um recorde para a região
Elder Boff/FE
Jackson, Márcio, Alex, Matheus e Ademir. O que estes quatro nomes têm a ver com o tema? Tudo… Os três primeiros fazem parte do Grupo 3B Colheitas. Já Ademir é o agricultor que confiou a lavoura para eles que acabaram de colher uma das melhores safras de soja dos últimos tempos em Santa Helena.
É o agricultor colhendo cada vez mais no mesmo espaço de terra, absorvendo as técnicas modernas, escolhendo a boa semente, fazendo plantio direto e exercitando na prática o melhor trato cultural possível.
O tempo da alegria com 120 sacas por alqueire ficou num passado distante. Agora, pelo menos umas 190 foram caprichosamente tiradas da bem cuidada lavoura na Linha Dona Oliva em Santa Helena, PR, colheita finalizada na primeira semana de janeiro.
Dona Oliva, que empresta o nome à localidade, uma das primeiras mulheres a pisar o fértil solo da região de Santa Helena, há mais de 100 anos, jamais poderia imaginar que um dia fosse tirada tanta produção desta terra.
A área referida é de mais ou menos 30 alqueires (70 hectares), de Ademir Fochezatto, de família também pioneira da região de Santa Helena Velha.






(Fotos fornecidas para Fonte Extra por Matheus Brixner (Grupo 3B Colheitas)
Há relatos de lavouras na mesma região, cujos pedaços ultrapassaram a casa das 200 sacas por alqueire. Um exemplo é a do agricultor Dorvalino Gallo que na média dos seus 15,5 alqueires, colheu 211 sacas por alqueire.
Algumas poucas áreas entre as localidades de Esquina Céu Azul, Santa Cruz, Bela Vista, entrando para o Correa Porto, houve uma estiagem na época da precisão de umidade e a produção em algumas lavouras tem indicado algo próximo de 140 sacas por alqueire.
Em São Clemente, uma das primeiras lavouras colhidas na Linha União, deu acima de 180 sacas por alqueira, numa das parcelas da família Kuhn.
Em frente a Santa Helena, no Paraguai, região de Mbaracayú, as primeiras lavouras têm tido resultados muito satisfatórios.
As primeiras colheitas indicam pelo menos 60 sacas por hectare, ou seja, 150 por alqueire.



(Divulgação Coopagril/OPresente Rural)
Marechal Cândido Rondon
E uma das primeiras cargas de soja da região foi recebida ainda no dia 22 de dezembro pela Coopagril em Marechal Cândido Rondon. A lavoura é da região de Porto Mendes, por sinal, na mesma área geográfica da beira lago, distante uns 40 km em linha reta, da terra do Fochezatto em Santa Helena.
A Cooperativa Agroindustrial Copagril recebeu naquele dia, a primeira carga de soja da safra 2025/2026, um marco considerado histórico pela área de cereais da cooperativa.
De acordo com o Head de Cereais da Copagril, Egon Luiz Syperreck, fazia muitos anos que a cooperativa não registrava recebimento de soja com tal qualidade, ainda no mês de dezembro.
Qualidade
A primeira carga recebida chamou atenção logo na chegada na unidade. Grãos visualmente uniformes, bem formados, com umidade entre 13% e 14% e produtividade estimada acima de 150 sacas por alqueire, um patamar considerado excepcional para um período tão inicial da colheita. “É uma soja muito bonita, com padrão e qualidade”, resume Syperreck.
O indicador técnico confirma a impressão visual. O peso de mil grãos (PMS) atingiu entre 150 e 160 gramas, parâmetro que reforça que a cultura teve condições adequadas para o seu desenvolvimento.
Elder Boff/Fonte Extra (Sobre MCR: inf. Sistema Ocepar/OPresente Rural)







