Como garantia para mitigar o risco de fuga, a defesa de Nivaldo Ouriques e seu filho, presos acusados de tomar terras não mão grande no Paraguai, ofereceu bens pertencentes à empresa Orion Agropecuaria, que, segundo os autos do processo, constituem o próprio objeto da investigação iniciada pelo Ministério Público em sua denúncia e acusação formal, para tenta se livrar da cadeia.
Entretanto, por decisão das autoridades, seria inadequado utilizar os bens da referida empresa para garantir qualquer restrição, visto que, da leitura da denúncia, o Ministério Público sustenta que os bens da referida empresa são suspeitos de serem frutos de documentos falcificados, portanto, passíveis de investigação.
Os autos serão devolvidos ao juízo de origem para os procedimentos processuais cabíveis e os “Ouriques” continuam em cana.
A APASF, Associação de produtores agrícolas do Alto Paraná emitiu comunicados apoiando as ações do Ministério Público e exigindo que a investigação alcance todos os responsáveis pelos supostos golpes no setor agropecuário.
O “empresário” Nivaldo Ouriques Kestring, conhecido como o “rei dos golpes agropecuários”, e seu filho, Willian Ouriques Rolín, foram presos e indiciados e assim permanecerão.
Produtores rurais prejudicados já retomaram parte de suas terras surrupiadas com a falsificação de documentos.
Estes mesmos produtores já têm se manifestado, elogiando a ação da maioria das autoridades, que neste caso, estão pondo fim à saga de um dos maiores golpistas da grilagem moderna de terras no vizinho Paraguai.

Polícia algemando pai e filho acusados de moderna grilagem de terras no Paraguai (Reprodução de VT de Oscar Florentin/UN)
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Elder Boff/Fonte Extra







