Algumas lavouras sofreram com a estiagem no início do ciclo, com registro até de perda total em alguns pontos, mas a maioria das lavouras da região oeste do Paraná e do leste do Paraguai se desenvolve bem;
A perspectiva de uma boa colheita de milho nesta segunda safra, se renovou com as chuvas registradas neste domingo (12), que foram de 20 até 90mm.
Para o engenheiro agrônomo, da Secretaria de Agricultura de Santa Helena, Osmar Ben, as chuvas ajudaram não só o milho na sua escalada de recuperação, mas também aos produtores de leite, principalmente, que precisam plantar aveia para garantir o trato animal.

“A chuva foi benéfica também para quem está implantando as lavouras de trigo” lembrou Ben. (Foto).
O lugar que mais choveu na região foi em Ouro Verde do Oeste, com precipitações acima dos 90 mm, seguido de Toledo com quase 70 e Santa Helena, 52,6 mm.
Em São Miguel do Iguaçu foram registrados 49,6 mm e em Marechal Cândido Rondon, 24,6 mm, mais ou menos a mesma quantidade de chuvas de Palotina: 21,8 mm.
Na região de Assis Chateaubriand, foi detectado o menor volume de precipitação pluviométrica: 14,2 mm.

Carlos Eber Zorzetto, da Disan (foto), comemorou a chuva na região, o que trás um alento, segundo ele, para os produtores que no começo do ciclo, estavam apreensivos.
Paraguai
A região leste do Paraguai, principalmente o norte do departamento de Alto Paraná, apresentou chuvas bem distribuídas, com alguns casos de pouca precipitação.
Segundo o técnico agrícola Marcio Spier, da Spier Agro, no município (distrito) de Mbaracayú, foram mais de 60mm. Noutras regiões que ele atende, também a chuva foi boa, disse Spier. (Foto abaixo)

O agricultor e presidente da Associação de Produtores Agrícolas de San Francisco de Alto Paraná (APASF), Robson Affonso, disse que na sua região, foram aproximadamente 70mm em média de chuva.
Segundo Robson Affonso (foto abaixo), algumas lavouras também sofreram com falta de algumas chuvas, mas a expectativa no geral, é de uma boa colheita.

O milho safrinha, ou segunda safra de milho, transformou-se em um pilar estratégico do agronegócio brasileiro e paraguaio.
Longe de ser um cultivo secundário, ele representa hoje a maior parcela da produção nacional do cereal, essencial para a alimentação animal, a indústria de etanol e a balança comercial do Brasil.
Sua relevância econômica é inegável, movimentando bilhões e gerando empregos em toda a cadeia produtiva, tanto de um lado da fronteira, como do outro.
A produção prevista para a safrinha é robusta, contribuindo para que a produção total de milho brasileiro alcance cerca de 138,6 milhões de toneladas, um volume recorde que destaca a importância crescente dessa safra para o agronegócio nacional. Estes números, entretanto, deverão ser mais baixos, mas, superando a colheita do ano passado, 2025.
A produção de milho safrinha (ou “safra de inverno”) no Paraguai gira geralmente entre 3,9 e 5,2 milhões de toneladas, com produtividades médias variando entre 4.900 e 5.500 kg por hectare, dependendo do clima.
Elder Boff/Fonte Extra








