Todos os dias em que os deputados estaduais do PT sobem a tribuna da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) são para pregar que o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo) está inelegível, principalmente o deputado estadual Arilson Chiorato (PT).
Segundo publica o Blog do Tupã, um dos que analisam a política paranaense, isso tem uma explicação, a deputada federal e ex-presidente nacional do PT Gleisi Hoffmann também disputa uma vaga ao Senado Federal pela Federação Brasil da Esperança, com Deltan Dallagnol no jogo a petista poderá ficar de fora e encerrar a trajetória política com uma derrota memorável.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes colocou pimenta no olho de Deltan Dallagnol ao liberar uma postagem do deputado federal Zeca Dirceu (PT) pregando a ineligibilidade do ex-deputado federal.
Mas será isso mesmo verdade ou é apenas um papo de ficção política para beneficiar a companheira Gleisi Hoffmann?
Provavelmente Deltan Dallagnol estará com o nome na urna eletrônica, a revista Veja desta semana discute o tema e prega: “em uma publicação de 17 de maio de 2023 no seu site oficial, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) escreveu que a decisão não torna o ex-procurador inelegível para as próximas eleições”.”
A cassação do ex-procurador já foi um boi de piranha para agradar a esquerda e parece que não deu muito certo, Deltan Dallagnol voltou turbinado em 2026.
Em março deste ano, a Revista Carta Capital publicou que a juíza Adriana Simette, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, rejeitou um pedido para determinar, em caráter liminar, que o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) removesse das redes sociais um vídeo em que critica a ex-ministra Gleisi Hoffmann.
A gravação é uma resposta de Deltan a críticas de Gleisi contra a promoção de Januário Paludo, ex-integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba — à época sob o comando de Dallagnol. Por decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, Paludo virou subprocurador-geral da República.
O ex-deputado afirmou no vídeo que Gleisi deveria “lavar sua boca para falar do procurador Januário Paludo” e que ele teria ajudado “a desmontar o esquema de corrupção que o seu partido montou, que encheu bolsos de políticos ao seu redor e financiou campanhas eleitorais do seu partido”.
Segundo Gleisi, houve também propaganda eleitoral negativa antecipada. A magistrada, porém, avaliou não haver indícios suficientes para justificar a intervenção do Judiciário neste momento.
“Verifica-se o uso de retórica política ácida e de oposição, escreveu Simette na última segunda-feira 20. “Tais afirmações inserem-se no contexto de resposta política a uma postagem anterior da representante, caracterizando-se como crítica dirigida à agremiação e à postura ideológica da adversária.”
Elder Boff com Blog do Tupã/Carta Capital







