O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou uma expansão de 1,1% no primeiro trimestre, superando as expectativas do mercado e consolidando uma trajetória de forte recuperação para o fechamento deste ano. Segundo dados analisados pelo Ministério da Fazenda e pelo IBGE, o crescimento foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, que avançou 0,5%, e por uma forte arrancada de 2,0% na agropecuária. Os resultados refletem o aumento nos investimentos produtivos e a resiliência do mercado de trabalho doméstico.
Com base nesses novos indicadores, projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) compiladas pela consultoria Austin Ratings apontam que o Brasil ultrapassará o Canadá, reassumindo a posição de 10ª maior economia do planeta ainda em 2026. Nos dois anos anteriores, o país havia caído para a 11ª colocação após flutuações cambiais e o avanço da Rússia.
Apesar do otimismo no cenário global, a economia interna ainda enfrenta o desafio do endividamento recorde, que atinge mais de 80% das famílias brasileiras devido aos impactos do crédito rotativo e das despesas com apostas online. Para mitigar esse risco e sustentar o ritmo de crescimento, o governo aposta no relançamento do programa “Novo Desenrola Brasil”. Se o ritmo atual de expansão e a valorização do real frente ao dólar se mantiverem estáveis, economistas preveem que o país poderá alcançar a 9ª posição global já em 2027.
Elder Boff/FEIA (F.Extra Int. Art./Gemini








