O Governo do Paraná acendeu o sinal de alerta e iniciou um plano de contingência estratégico junto às prefeituras do estado para enfrentar os efeitos climáticos previstos para os próximos meses. De acordo com relatórios técnicos divulgados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a consolidação do fenômeno meteorológico El Niño no segundo semestre deve trazer anomalias severas para a região sul do país. A maior preocupação das autoridades locais envolve a alta probabilidade de tempestades extremas, acompanhadas de fortes vendavais e queda de granizo.
A Defesa Civil estadual já começou a orientar e treinar equipes municipais para agilizar o atendimento em cenários de desastres naturais, focando no mapeamento de áreas de risco suscetíveis a alagamentos e destelhamentos. Os meteorologistas apontam que a forte influência do fenômeno também vai desregular o comportamento das massas de ar polar. Como consequência direta, a previsão indica que o inverno paranaense deste ano terá temperaturas sensivelmente mais amenas e sofrerá com menos ondas de frio extremo em comparação com os registros históricos recentes.
Enquanto se prepara para o período de instabilidade, a população paranaense pôde acompanhar o enfraquecimento da última massa de ar frio do mês, que vinha provocando geadas moderadas e marcas abaixo de 5°C nas regiões Centro-Sul, Sudeste e nos Campos Gerais.
Com o tempo temporariamente estável e a elevação gradual das temperaturas nas tardes deste final de semana, o foco das atenções volta-se totalmente para as ações preventivas de infraestrutura urbana, visando minimizar os impactos na rede elétrica e no escoamento de águas pluviais.

Imagem mostra o funcionamento do El Niño no Oceano Pacífico Equatorial. O fenômeno ocorre quando os ventos alísios enfraquecem, permitindo o avanço de águas mais quentes em direção à costa da América do Sul e alterando padrões climáticos em diferentes partes do planeta. Foto: Prepara Enem
Elder Boff/FEIA (F.Extra Int. Art./Gemini/AEN








