O que jamais a família e amigos poderiam esperar, aconteceu naquele domingo cinzento de 15 de junho de 2025: Um corpo mal enterrado era descoberto no Paraguai. Lucineia Gomes Ribeiro foi violentamente espancada e morta depois de passar dias em cativeiro! Ninguém, absolutamente ninguém foi imputado até agora! Por que?
No dia 30 de maio de 2025, Lucineia Gomes Ribeiro, de 42 anos e moradora de Mbaracayú, departamento de Alto Paraná, Paraguai, foi supostamente deixada por seu filho no Porto Índio. A intenção dela era atravessar o Lago Itaipu em direção a Santa Helena, Paraná, no Brasil, para entregar cerca de 3 mil reais a parentes para o pagamento de despesas. Segundo o marido, era um hábito de Lucineia passar de 10 a 15 dias no município brasileiro nessas ocasiões.
No entanto, Lucineia nunca realizou a travessia. Após passar dias desaparecida, seu corpo foi encontrado em 15 de junho de 2025 (cerca de 10 a 15 dias após o sumiço), semienterrado em uma cova rasa na própria região de Mbaracayú, perto de onde residia.
O crime foi cometido com extrema violência. Exames de necropsia realizados em Assunção revelaram que Lucineia foi espancada, baleada na cabeça e teve ácido jogado sobre o rosto. O promotor responsável pelo caso, Fidel Godoy, trabalha com a hipótese de feminicídio, mas ainda não se sabe ao certo se ela foi assassinada no local ou se o ponto serviu apenas como desova.
O cenário atual: um ano de impunidade e silêncio
Passado exatamente um ano do crime, o cenário da investigação é marcado pela estagnação e pela falta de respostas, pois até o momento, nenhum suspeito ou culpado foi preso.
O Ministério Público e a polícia não tem se manifestado a respeito. Não há informações públicas sobre depoimentos, análise de câmeras de monitoramento, resultados de perícias ou sobre uma possível colaboração entre as autoridades paraguaias e brasileiras. Embora o promotor tenha dito recentemente à família, que as investigações estavam perto do fim, os esclarecimentos continuam sendo adiados.
Parentes, amigos e a comunidade local (de ambos os lados da fronteira) protestam contra a demora da justiça, incapazes de aceitar que um crime tão brutal, e com tantos elementos passíveis de perícia, siga sem solução.
Há também um forte questionamento crítico sobre a falta de atenção diplomática e midiática ao caso, comparando o esquecimento de Lucineia ao destaque que outros crimes violentos contra brasileiros no exterior costumam receber nos grandes veículos de comunicação do Brasil.
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Elder Boff/Fonte Extra








