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MADRUGADA DE TERROR (vídeo): Megaquadrilha com fuzis e explosivos sitia Santa Rita, PY em assalto simultâneo “tipo comando” a quatro bancos

(Fotos: Ñanduti. Composição: Elder Boff/F.Extra/FEIA)

Uma ação militarizada e de extrema violência chocou o Paraguai na madrugada desta terça-feira (16). Uma megaquadrilha composta por pelo menos 20 criminosos fortemente armados sitiou o centro de Santa Rita, no departamento de Alto Paraná — Paraguai, região de forte influência brasileira e a cerca de 70 km da fronteira com Foz do Iguaçu. O ataque simultâneo, classificado pela mídia paraguaia como um autêntico “golpe comando”, teve como alvo quatro instituições financeiras na principal avenida da cidade.

Os alvos da ação coordenada foram as agências do Banco Ueno, Banco Familiar, Banco GNB e a Casa de Câmbios Santa Rita, todas localizadas ao longo da Ruta PY 06.

O cerco à cidade e policiais rendidos

A operação criminosa começou por volta das 2h da manhã. Demonstrando conhecimento tático e portando fuzis de grosso calibre, os assaltantes cercaram os pontos estratégicos do perímetro urbano.

Para anular qualquer reação imediata, o bando rendeu e desarmou quatro agentes da Polícia Nacional (os suboficiais Leonardo Acosta, Osvaldo González, Fernando Ortega e Fernando Carmona). Na ação, os criminosos roubaram o armamento dos policiais, incluindo um fuzil automático Galil de uso exclusivo das forças de segurança. Duas funcionárias e um segurança do Banco Ueno também foram tomados como reféns e usados como “escudo humano” durante o assalto.

Explosões e táticas de guerra

Moradores da região central relataram momentos de pânico com o som de intensos tiroteios e fortes explosões. O grupo utilizou cargas de dinamite para estourar as estruturas das agências e ter acesso aos cofres.

Uma viatura policial que tentou se aproximar do local foi recebida a tiros de fuzil. Para conter o avanço dos reforços, os assaltantes chegaram a arremessar artefatos explosivos na direção dos policiais e contra comércios locais, transformando a avenida principal em um cenário de guerra.

Fuga planejada e bloqueio com fogo

Após limparem os cofres, a quadrilha iniciou uma fuga perfeitamente coordenada. Para garantir a rota de escape e impedir a perseguição, os criminosos incendiaram dois veículos em pontos estratégicos de acesso à cidade, criando barreiras de fogo.

Além disso, centenas de “miguelitos” (pregos entrelaçados usados para rasgar pneus) foram espalhados pelas principais ruas e rodovias que cortam Santa Rita, deixando várias viaturas e carros de moradores danificados. Os reféns foram liberados sem ferimentos graves logo após o início da fuga.

Conexão com facções brasileiras

A audácia, a logística e o modus operandi da ação — muito semelhante ao estilo “Novo Cangaço” visto no Brasil — acenderam o alerta máximo nas autoridades paraguaias. A principal linha de investigação aponta para o envolvimento de grandes facções criminosas brasileiras, como o PCC, que historicamente operam na região de fronteira e têm capacidade para coordenar ataques dessa magnitude.

A Polícia Nacional do Paraguai, junto a equipes de elite de Investigação de Fatos Puníveis e Criminalística, realiza um cerco na região de Alto Paraná. O Comando Tripartite de Cooperação Policial (Paraguai, Brasil e Argentina) já foi acionado para monitorar as rotas de fuga e evitar que os criminosos cruzem as fronteiras fluviais ou terrestres.

Até o fechamento desta matéria, o montante total roubado pelas frentes do “golpe comando” ainda não havia sido divulgado pelas instituições financeiras.





Elder Boff/Fonte Extra com inf. de portais paraguaios (Ñanduti (fotos), Santa Rita Notícias e Ultimas Noticias CDE)

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