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Operação chega a Foz do Iguaçu e investiga possível ligação financeira com a Al-Qaeda

Uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (15) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) mira uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 100 milhões provenientes do tráfico de drogas. A ação, batizada de Operação Hawala, também apura uma possível conexão financeira com um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda.

Ao todo, foram expedidos dez mandados de prisão e 38 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Em Foz do Iguaçu, um dos alvos foi preso durante o cumprimento das ordens judiciais.

Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas, prestando serviços financeiros ao Terceiro Comando Puro (TCP) e movimentando valores ligados também ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A organização teria movimentado mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024 por meio de operações destinadas a dificultar o rastreamento do dinheiro.

As apurações identificaram ainda a atuação de um núcleo formado por empresários de origem libanesa com presença na região da Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina. De acordo com os investigadores, essa região é monitorada por órgãos nacionais e internacionais por seu histórico de movimentações financeiras suspeitas e possíveis rotas utilizadas por organizações criminosas e grupos envolvidos no financiamento ao terrorismo.

Um dos pontos que mais chamou a atenção das autoridades foi a identificação de uma relação comercial entre uma empresa ligada aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Conforme a Polícia Civil, essa pessoa integra uma estrutura de financiamento da Al-Qaeda. Apesar disso, os investigadores ressaltam que esse vínculo ainda está sendo analisado e dependerá da avaliação das provas apreendidas durante a operação.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros, a indisponibilidade de bens e participações societárias dos investigados. Ao todo, 22 pessoas foram denunciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a movimentação internacional dos recursos.

Com informações de CATVE.

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