A história se repetiu no palco mais importante do futebol mundial, carregada de toda a dramaticidade e rivalidade histórica que envolve o clássico. Em uma semifinal épica da Copa do Mundo de 2026, a Argentina derrotou a Inglaterra de virada por 2 a 1, carimbando seu passaporte para a grande decisão.
O confronto em Atlanta, que resgatou a eterna mística extracampo da “Guerra das Malvinas”, mostrou que a raça sul-americana e a estrela dos atuais campeões falaram mais alto nos minutos decisivos, empurrando os ingleses de volta para casa com um gosto amargo de decepção.
Os ingleses chegaram a abrir o placar com Anthony Gordon aos 10 minutos da etapa final, dando a falsa impressão de que finalmente quebrariam o fantasma argentino. No entanto, o gol acabou sendo o estopim para a ruína da equipe europeia: em vez de liquidar a partida, a Inglaterra se acovardou, recuou suas linhas e abdicou de jogar.
A postura excessivamente defensiva custou caro. Castigando a covardia inglesa, Enzo Fernández empatou aos 40 minutos e, já nos acréscimos, aos 47, Lautaro Martínez marcou o gol da virada heroica, restando aos comandados da English Team o melancólico prêmio de consolação: disputar o terceiro lugar contra a França, no próximo sábado.

(Reprodução/AFA)
Agora, o planeta se prepara para uma final de tirar o fôlego entre as duas melhores equipes do torneio. Argentina e Espanha chegam ao confronto definitivo deste domingo, em Nova Jersey, com o moral no topo absoluto.
Os espanhóis alcançaram a vaga após darem um show de bola e dominarem completamente a França por 2 a 0 na outra semifinal. Do outro lado, a Albiceleste defende o topo do ranking da FIFA e a coroa conquistada em 2022, embalada por uma campanha impecável e pelo peso de sua fortíssima mentalidade vencedora.

(Reprodução/RFEF)
O embate final promete ser histórico e equilibradíssimo, colocando frente a frente propostas de jogo que encantam o mundo. A última vez que as seleções mediram forças em um torneio desse porte foi marcada por muito equilíbrio tático, mas nesta Copa ambas chegam em momentos iluminados.
De um lado, a juventude e a dinamicidade do futebol espanhol de Lamine Yamal; do outro, a experiência, o espírito copeiro e o coração da Argentina de Lionel Messi e companhia. Só um deles levantará a taça mais cobiçada do planeta no domingo.
Elder Boff/FE







