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(Vídeo) Projeto que sinaliza de milhões para construir câmara nova em Missal contrasta até com “corte de lanche para idosos”

(Reprodução/Facebook)

A Câmara de Vereadores de Missal, realizou Audiência Pública para apresentação de projeto que encaminha a construção de uma sede nova para a entidade.

A contratação de um projeto arquitetônico no valor de R$ 60 mil para o planejamento de uma nova sede da Câmara de Vereadores, cuja obra total está estimada em R$ 4 milhões, mas que pode ultrapassar e até dobrar estes valores com o decorrer de uma possível obra, equipamentos e mobília, acendeu uma forte polêmica na microrregião, dividiu profundamente a opinião pública e a classe política local.

Pelo menos duas manifestações juntadas em um só vídeo pela redação do Fonte Extra (assista abaixo), mostra as críticas ao custo do desenho técnico e o montante milionário previsto para a execução da infraestrutura colocou o Poder Legislativo no centro de intensos debates sobre a real necessidade do investimento.

Críticas ao projeto diante da realidade de Missal

O empresário e ex-vereador por três legislatura ocupou um espaço na Audiência Pública realizada na quarta-feira (15) para opinar contra este projeto enumerando deficiências seríssimas no município, setores que enfrentam a inoperância do governo municipal.

Nelson Fernandes dos Santos. (Reprodução)


A Audiência estava sendo encerrada sem a oportunidade de manifestações, quando Fernandes pediu a palavra, se pronunciou, registrando o momento.

Dentre outras necessidades mais urgentes, o ex-parlamentar citou até o corte de lanches para grupos de idosos, faltam medicamentos nos postos de saúde, além de muita gente de idade avançada, esperando mais de um ano por exames e estradas estão em péssimas condições de trafegabilidade, disse.

Jaimir Kuntz. (Reprodução)


Já outro cidadão, preferiu se manifestar nas redes sociais. Jaimir Kuntz, também teceu críticas ao projeto, cujos recursos sairão da conta do contribuinte. O orçamento de qualquer câmara de vereadores sai da prefeitura, cujos montantes também são formados pela contribuição dos impostos de cada cidadão.

Outras lideranças comunitárias e moradores se manifestaram de forma contundente nas redes sociais e nos bastidores políticos, questionando a prioridade dos gastos em um momento em que outras demandas estruturais do município exigem atenção imediata.

Por um lado, a oposição e diversos setores da sociedade civil argumentam que o investimento de R$ 4 milhões é desproporcional para a realidade financeira de Missal, defendendo que o orçamento público deveria ser canalizado para áreas historicamente mais sensíveis, como o fortalecimento da saúde pública, o apoio à agricultura local e a melhoria de estradas rurais e urbanas.

Limite do razoável

Críticos do projeto sustentam que, embora a modernização do espaço público seja importante, a quantia estipulada para a obra ultrapassa os limites do razoável e que uma reforma interna mais modesta na atual estrutura do Legislativo seria suficiente para sanar os problemas existentes sem comprometer o caixa municipal.

A principal cobrança do grupo oposicionista é por maior transparência nas planilhas de custos e pela realização de audiências públicas para que a população possa opinar diretamente sobre o destino desse recurso.

(Reprodução/Facebook)

Defensores querem ambiente digno para os vereadores diante de deficiências estruturais

Em contrapartida, defensores da proposta e membros da Mesa Diretora da Câmara, mais ligados à situação, justificam a necessidade do novo prédio apontando o desgaste natural e as limitações técnicas da sede atual, que já não atende plenamente aos requisitos modernos de acessibilidade e segurança.

Segundo o presidente do legislativo Elias Xavier de Andrade, que detalhou o projeto de R$ 60 mil, foi um passo fundamental para planejar uma estrutura que centralize os serviços legislativos com eficiência, oferecendo um ambiente digno para o atendimento ao cidadão e para o trabalho dos parlamentares.

Os parlamentares do grupo político ligado mais à prefeitura, que apoiam a iniciativa, ressaltam que a construção civil de uma sede própria não deve ser vista como um gasto supérfluo, mas sim como um investimento em um patrimônio público duradouro que trará economia com manutenções corretivas a longo prazo e consolidará a autonomia do Poder Legislativo.

O embate político segue inflamado e promete ditar o ritmo das próximas sessões plenárias na cidade, com ambos os lados buscando o apoio popular para sustentar suas narrativas.

Enquanto a gestão da Casa tenta blindar o projeto e detalhar a viabilidade técnica da obra, o movimento contrário ganha corpo com abaixo-assinados informais e cobranças direcionadas ao Ministério Público para que fiscalize a lisura e a moralidade dos contratos firmados.

O desfecho dessa queda de braço em Missal servirá como um termômetro importante para a relação entre os representantes eleitos e os contribuintes, que exigem cada vez mais rigor e austeridade na aplicação do dinheiro público da microrregião.







Elder Boff/Fonte Extra

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