A tragédia envolvendo um ônibus que transportava uma delegação paraguaia de dança em Santa Catarina fez mais uma vítima. A professora de dança Leticia Fernández, de 37 anos, morreu após não resistir aos graves ferimentos sofridos no acidente registrado na madrugada de quarta-feira (15), na rodovia SC-492, entre os municípios de Maravilha e São Miguel da Boa Vista. Ela estava internada no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste, onde passou por cirurgia, mas faleceu na quinta-feira (16).
Com a confirmação da morte, sobe para quatro o número de vítimas fatais da tragédia. As outras vítimas são Nelly Peralta de Rojas, de 75 anos, Blanca Chamorro Resquín, de 48 anos, e Guadalupe Garcete Resquín, de apenas 8 anos. As três eram da mesma família, avó, mãe e neta, e morreram ainda no local do acidente.
O ônibus transportava entre 67 e 68 ocupantes, entre bailarinas, professores, familiares e dois motoristas, integrantes da Academia de Danzas Bethania, de Villarrica, no Paraguai. A delegação retornava de um festival internacional realizado nas cidades de Canela e Gramado, na Serra Gaúcha, onde havia conquistado o primeiro lugar na competição e o reconhecimento como melhor academia do evento. Horas antes do acidente, o grupo comemorava a conquista nas redes sociais.
Segundo o relato do motorista, o ônibus teria apresentado falha no sistema de freios ao entrar em uma curva da SC-492. O veículo saiu da pista e despencou em uma ribanceira. A versão, porém, ainda será apurada pela Polícia Civil, que investiga as causas do acidente e aguarda os laudos da Polícia Científica. Testemunhas também relataram que o coletivo trafegava em velocidade elevada antes do tombamento.
A operação de resgate mobilizou mais de 20 bombeiros militares, equipes do Samu, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e profissionais de saúde da região. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para hospitais de Maravilha, Romelândia e São Miguel do Oeste. Algumas vítimas permanecem internadas em estado grave, entre elas uma mulher que sofreu amputação de um braço e uma criança que perdeu uma das pernas em decorrência dos ferimentos.
A morte de Leticia gerou grande comoção no Paraguai. A Academia de Danzas Bethania e a Asociación de Policías del Guairá (APG), onde ela também atuava como professora, divulgaram notas de pesar, destacando sua dedicação ao ensino da dança e o legado deixado para centenas de alunos. Nas redes sociais, ex-alunos e colegas prestaram homenagens emocionadas, lembrando do carinho, da paixão pela dança e do incentivo que a professora oferecia às crianças e jovens.
Reportagem: Cristian Lösch / Rede Peperi







