A passagem de uma frente fria pelo Paraná provocou estragos em diversas regiões do estado nesta quarta-feira (22) e mantém cidades do Oeste e do Sudoeste em alerta para novos temporais. Em Foz do Iguaçu, um dos municípios mais afetados, o volume de chuva ultrapassou os 100 milímetros em poucas horas, causando alagamentos, quedas de árvores e transtornos em vários bairros.
De acordo com a Defesa Civil, foram registrados acumulados de até 108 milímetros em Foz do Iguaçu entre a noite de terça-feira (21) e a madrugada de quarta. O grande volume de chuva provocou alagamentos em ruas e avenidas, dificultando o trânsito e mobilizando equipes para atender ocorrências relacionadas às chuvas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de perigo para tempestades em parte do Paraná. O aviso prevê chuva entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo alcançar 100 milímetros em um único dia, além de rajadas de vento entre 60 e 100 km/h e possibilidade de queda de granizo. Entre as cidades sob maior risco estão Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Francisco Beltrão e Pato Branco.
Segundo o Simepar, a instabilidade é provocada pelo avanço de uma frente fria associada a uma área de baixa pressão atmosférica. O encontro entre o ar quente que predominava sobre o estado e a massa de ar frio favoreceu a formação de tempestades, principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste.
Além das fortes chuvas, órgãos de monitoramento alertam para risco de enxurradas, alagamentos, destelhamentos e queda de árvores. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) também colocou municípios do Oeste paranaense, como Cascavel, Foz do Iguaçu e Toledo, em nível de atenção para ocorrências relacionadas às chuvas intensas.
A previsão indica que a instabilidade deve continuar ao longo desta quinta-feira (23), embora com menor intensidade em algumas regiões. Ainda há possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas por trovoadas no Paraná, principalmente nas regiões Norte e Leste.
Meteorologistas também chamam a atenção para um cenário de chuvas acima da média em julho. Segundo o Simepar, a atuação do fenômeno El Niño favorece a passagem frequente de frentes frias e a formação de áreas de instabilidade sobre o Sul do Brasil, aumentando o risco de acumulados elevados, especialmente nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná.
A Defesa Civil orienta a população a evitar áreas alagadas, não se abrigar sob árvores durante tempestades, redobrar a atenção em locais com risco de deslizamentos e acompanhar os alertas meteorológicos emitidos pelos órgãos oficiais.








