O acidente com uma embarcação do Macuco Safari nas Cataratas do Iguaçu, que matou o turista holandês Mark Lensink, de 26 anos, terça-feira (28), deixou marcas em quem presenciou a cena. Karen Charlotte Gomes Macedo Farion, ex-técnica de enfermagem, estava no passeio com o marido, os dois filhos, a irmã e o sobrinho quando percebeu a movimentação incomum que antecedeu a descoberta do tombamento.
A família só entendeu a gravidade do acidente ao chegar à plataforma de desembarque, onde parentes da vítima estavam em choque e uma equipe tentava reanimar Mark em um bote. Karen acompanhou a cena por cerca de 20 minutos e, pela experiência profissional, notou falhas na forma como a reanimação cardiopulmonar estava sendo conduzida.
Segundo ela, as compressões deveriam ocorrer sobre uma superfície rígida e plana para serem eficazes, o que não acontecia no momento do atendimento. A testemunha também apontou demora na chegada da equipe médica brasileira e da prancha de resgate, que precisava descer de um morro próximo ao local.
Karen defendeu a presença permanente de um médico na plataforma de desembarque, e não apenas no alto do morro. “Fiquei chocada com o despreparo”, resumiu, ao descrever a sensação de vulnerabilidade diante da situação, já que fazia o mesmo passeio pela terceira vez e sempre considerou a atividade segura.
O acidente segue sendo investigado pela Polícia Civil, pela Polícia Científica e pela Marinha do Brasil, que abriu um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). O ICMBio determinou a suspensão das atividades do Macuco Safari por 72 horas a partir desta quarta-feira (29), e a concessionária afirma que colabora com as apurações.
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Lucas Oruam/Fe. Com informações de Catve.com.







