Decisões concretas sobre definições de candidaturas podem ir além do último prazo, dia 5
A reta final do prazo para as convenções partidárias no Paraná chega com as principais forças políticas com candidaturas encaminhadas e a disputa dividida entre líderes nas pesquisas e forças governistas e de oposição.
A articulação do governador Ratinho Junior (PSD) em torno de uma chapa com Rafael Greca (MDB) na vice e Alvaro Dias para a segunda vaga ao Senado provocou conturbação.
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Alexandre Curi (Republicanos), afirma para quem quiser ouvir que foi trído pelo governador e passou a reavaliar radicalmente seu futuro político, conforme publicou hoje, o articulista político dos mais bem informados do Paraná, Esmael Morais.
Segundo ele, Curi concorda com a presença de Greca na vice, mas não se conforma com o acordo que empurra o “intruso” Alvaro Dias para a segunda vaga ao Senado. O presidente da Alep, que trabalhava para ser o candidato único do grupo ao Congresso, avalia que essa fórmula coloca em risco direto sua eleição.
Sergio Moro (PL) entra na fase decisiva liderando as intenções de voto e com o apoio bolsonarista consolidado, enquanto Sandro Alex (PSD) carrega o respaldo da gestão Ratinho Junior para tentar manter o grupo no comando do estado.
Partidários de Moro, chegaram a comemorar o anúncio de que Rafael Greca abandonaria a sua “liberdade” para ser vice de Sandro Alex, o que parece ter retrocedido depois da ausência do ex-prefeito de Curitiba no encontro do PSD na noite de ontem em Foz do Iguaçu. Por sinal, a ausência mais sentida, foi justamente a de Curi, que estava em foz, ficou beiçudo e não compareceu também.
No campo da oposição, Requião Filho (PDT) desponta com o apoio da federação do PT e do presidente Lula, ao passo que nomes emergentes como Luiz França (Missão) e Samuel Mattos (PSTU) buscam seu espaço na disputa, mas em patamares bem abaixo do que esperavam.
Embora o dia 5 de agosto seja o limite para a realização das convenções, os partidos têm adotado a estratégia de deixar as atas em aberto para delegar as decisões finais às suas comissões executivas.
Essa manobra garante tempo extra até o dia 15 de agosto, prazo final do registro na Justiça Eleitoral, permitindo que a definição de vices e coligações siga sendo negociada até os últimos minutos.
Diante do esgotamento de prazos, as tensões tendem a aumentar e qualquer informação nestes períodos, podem envelhecer rapidamente. A redação do Fonte Extra está atenta e mantém contato direto com as fontes de informação do centro nevrálgico da política das araucárias.
Elder Boff/Fonte Extra com inf. Blog do Esmael







