Por Elder Boff*
As investigações e depoimentos no Congresso dos Estados Unidos revelaram que diretrizes adotadas durante a pandemia, como o distanciamento social de dois metros, careciam de embasamento científico rigoroso.
Além disso, vieram à tona discussões internas do NIH sobre o financiamento de pesquisas de ganho de função no Instituto de Virologia de Wuhan e a admissão de que a hipótese de vazamento de laboratório era plausível desde o início.
O National Institutes of Health, ou Institutos Nacionais de Saúde é a principal agência de pesquisa médica e biomédica do governo federal dos Estados Unidos, ligada ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos, composto por 27 institutos e centros de pesquisa especializados, como o Instituto Nacional do Câncer e o NIAID, anteriormente chefiado por Anthony Fauci.
O todo-poderoso da Saúde americana em tempos de pandemia e Biden, calou-se diante de mais de uma centena de perguntas, invocando a 5ª emenda da Constituição dos EUA.
No que tange aos tratamentos alternativos, medicamentos como hidroxicloroquina e ivermectina continuam sem validação de eficácia pelas principais agências de saúde mundiais em ensaios clínicos robustos.
Contudo, as recentes revelações alimentaram críticas sobre a rigidez com que opiniões divergentes e protocolos precoces foram desencorajados ou censurados no debate público inicial.
A respeito da utilização de tecidos de fetos humanos, subcomitês norte-americanos voltaram a questionar verbas do NIH e NIAID destinadas a pesquisas biomédicas que empregavam células fetais obtidas de abortos. O tema reacendeu discussões bioéticas sobre a transparência do financiamento público em experimentos científicos dessa natureza.
No Brasil, as novidades repercutiram intensamente na política, reabrindo debates sobre a autonomia médica, os excessos de lockdowns e a obrigatoriedade de imunizantes. Grupos conservadores e parlamentares usaram os fatos para contestar as narrativas hegemônicas da época e propor projetos de lei que limitem a imposição de medidas sanitárias impostas por órgãos internacionais.
Quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, analistas observam que ele acertou ao criticar o autoritarismo de certas medidas restritivas e ao defender a tese do vazamento laboratorial antes que ela ganhasse espaço formal.
Reveja o que dizia Osmar Terra (vídeo abaixo), que ganhou forte projeção nacional ao se tornar uma das vozes mais influentes na contestação às medidas de lockdown e ao isolamento social.
Ele cumpre seu sexto mandato na Câmara dos Deputados representando o estado do Rio Grande do Sul. Defendia a tese da imunidade de rebanho natural e o uso de tratamentos precoces, alinhando-se diretamente às posições do então presidente Jair Bolsonaro e integrando o grupo consultivo informal que ficou conhecido na época como “gabinete paralelo”.

* Elder Boff é articulista e editor-chefe do Fonte Extra







