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Lula e Flávio trocam farpas em primeiro programa eleitoral na TV. Assista

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado/Divulgação)

O presidente teve o maior tempo do bloco, com 5 minutos e 31 segundos, e apostou em um visual despojado, com direito a chapéu boêmio. Antes de discutir suas propostas para um quarto mandato, ele atacou o rival e apresentou um “currículo” satírico, preenchido por denúncias de “rachadinha” acumuladas por Flávio em seu antigo gabinete, seu envolvimento com Daniel Vorcaro em busca de recursos para o filme Dark Horse e sua aproximação a Adriano da Nóbrega, apontado como chefe de milícia. Segundo Lula, Flávio é “o pior dos Bolsonaro”.

Depois disso, o candidato de esquerda abordou a própria biografia e leu uma carta escrita para a versão de si que existia em 1979, quando ele liderava metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP). A auto-mitologia foi seguida de destaques da trajetória política de Lula e argumentos a favor da democracia e da soberania. A fim de expressar determinação, ele cravou estar “mais forte” e “mais preparado do que nunca”.

Quanto aos compromissos futuros, Lula citou o fim da escala 6×1, o investimento no setor tecnológico e o fortalecimento da indústria nacional, além do combate ao crime organizado e às facções.


Em consonância com seu ato voltado ao eleitorado feminino, ocorrido em Belo Horizonte também neste sábado, Lula ainda convidou a primeira-dama Janja a dar as caras e apelar às mulheres, para quem Lula prometeu reduzir índices de violência.


A campanha de Flávio

O filho de Jair Bolsonaro, por sua vez, teve o segundo maior tempo (4 minutos e 20 segundos), optou por um terno sem gravata e também começou a peça com críticas ao inimigo. Comparando o “Brasil do Lula” ao “Brasil real”, o candidato acusou o presidente de terceirizar a culpa pelos problemas do país e nomeou como pautas urgentes as facções criminosas, o medo da violência, o fechamento de empresas e a alta de preços. Mirando na comoção em torno do poder de compra, argumentou que “até pizza” está sendo parcelada.

Para além disso, o candidato também apelou ao público feminino, um dos pontos fracos do bolsonarismo. Após entrar em conflito com a madrasta Michele, ele utilizou a peça para destacar seu relacionamento com a mãe, Rogéria, com a esposa, Fernanda, e com as filhas, Luísa e Carol.  Durante o vídeo, Fernanda diz que Flávio foi “reeducado” e que é “o Bolsonaro moderado” quanto ao machismo.

Para Flávio, “o Brasil só vai vencer se as mulheres forem mais fortes”. Por fim, ele assegurou ter se preparado ao longo de toda a vida para ocupar a presidência.

Para além dos dois, Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) também participaram da propaganda.

Elder Boff/FE com inf. Revista Veja

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