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Segunda-feira começa com audiência sobre morte de policial ocorrida em Céu Azul (vídeo)

Sandro da Rocha, policial civil morto. (Redes sociais)

A Audiência de Instrução no processo sobre o assassinato do policial civil aposentado Sandro Carlos da Rocha, de 59 anos, tem início nesta segunda-feira (31) e seguem até terça-feira (1º) na Vara Criminal de Matelândia.

No procedimento, condução feita pelo Poder Judiciário por videoconferência, testemunhas de acusação e de defesa serão ouvidas, além de realizados os interrogatórios dos dois policiais militares réus no caso.

O crime ocorreu em fevereiro deste ano, na zona rural de Céu Azul, no Oeste do Paraná. Na ocasião, Sandro foi atingido por um tiro de fuzil na nuca disparado durante abordagem de uma guarnição da ROTAM.

O Ministério Público aponta que a vítima estava desarmada e em fuga quando foi atingida pelas costas. As investigações do GAECO também apuram fraude processual referente ao desaparecimento de gravações de câmeras de segurança do local dos fatos.

Ao final do inquérito, quatro policiais militares foram indiciados por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e fraude processual. Outros três PMs foram indiciados apenas por fraude processual. As investigações também continuam em paralelo na esfera militar, com troca de informações entre as corporações para garantir a apuração correta dos fatos.

A família da vítima tem como assistente de acusação, o advogado Luciano Katarinhuk. Segundo o jurista, o laudo pericial contesta a versão inicial da corporação. “A prova pericial já produzida nos autos não é compatível com a versão apresentada pela corporação logo após o fato. É essa contradição que será colocada à prova nesta audiência, com a oitiva das testemunhas presenciais e o interrogatório dos réus”, pontua Katarinhuk. (Vídeo abaixo)

Os réus, o soldado Douglas Ferraz Pelisari — acusado de efetuar o disparo fatal de fuzil — e o cabo Douglas Moreira de Andrade, respondem por homicídio qualificado.

O espaço segue aberto para manifestação da defesa dos réus, exercida pelos advogados Frantui Sarkis Motta e Eduardo Zanoncini Miléo, cujo contato foi feito por e-mail, para a apresentação do contraditório e da versão dos policiais militares sobre as acusações no decorrer do processo judicial.






Elder Boff/FE

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