Perícia contratada pela defesa da produtora Karina da Gama concluiu que, entre os documentos analisados, os recursos destinados ao filme Dark Horse têm origem privada, movimentação formal e valores plenamente rastreáveis, sem identificação de dinheiro público, repasses governamentais ou recursos de incentivos fiscais, como a Lei Rouanet.
Segundo o laudo assinado pelo perito Anísio Costa Castelo Branco, a produção recebeu investimento privado total de US$ 13,3 milhões, sendo US$ 3,7 milhões movimentados no Brasil e US$ 9,6 milhões nos Estados Unidos, com documentação apresentada à perícia capaz de demonstrar a origem dos recursos analisados.
O esclarecimento ganha relevância diante da investigação que apura a cadeia financeira envolvendo a Entre Investimentos, o Havengate Development Fund e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.
Assim, o ponto central destacado pela perícia é objetivo: não foram encontrados recursos públicos no financiamento de Dark Horse e os valores analisados possuem documentação e rastreabilidade, enquanto eventuais responsabilidades sobre a origem privada dos aportes e seus respectivos repasses continuam sendo objeto de investigação.
360/Gazeta do Povo






