Foi revelado que eram dois paraguaios e um brasileiro que morreram carbonizados após a queda do Cessna 402 na última quinta-feira (10), em Água Boa, Mato Grosso.
A Polícia Civil encaminhou os nomes das vítimas para perícia via exame de DNA, e as ossadas foram enviadas a Cuiabá para comparação genética com familiares.
O avião, de matrícula N401NA, havia sido adquirido há quatro meses pelo passageiro brasileiro, mas nunca foi registrado nas autoridades de aviação do país. O avião não passava por manutenção há cinco anos e estava totalmente sem condições de voar.
A aeronave possuía um histórico criminal conhecido, tendo sido apreendida pela Polícia Federal em 2017, em Goiânia, com 67 quilos de cocaína. O delegado Carlos Alberto Silva aponta que o voo recente pode ter sido uma operação clandestina ligada ao narcotráfico internacional.
Investigações indicam que o avião partiu de Goiânia com possível destino à Venezuela, hipótese reforçada por depoimentos de parentes dos ocupantes. Imagens de câmeras de segurança do aeródromo foram analisadas para reconstruir os últimos passos dos passageiros antes do embarque.
Apesar das fortes suspeitas sobre a rota ilegal, a Polícia Civil esclareceu que ainda não encontrou provas de carga ilícita nos destroços. O trabalho policial segue em andamento para esclarecer a real finalidade do voo e as causas exatas do acidente.
Elder Boff/FE com Diário Extra do PY






