Grupos de discussão da esquerda paranaense passaram a cobrar apoio de Sandro Alex (PSD) a Requião Filho (PDT) em um eventual segundo turno contra Sérgio Moro (PL). A tese que circula entre os apoiadores é direta: se Requião Filho chegar à segunda etapa para enfrentar Moro, o campo político de Sandro deverá declarar apoio ao pedetista, repetindo a reciprocidade que a esquerda diz ter demonstrado em eleições anteriores.
A manifestação traduz a lógica que começa a aparecer nos grupos: se houver uma disputa Requião Filho x Moro, o apoio de Sandro Alex e de seu campo político não seria tratado como automático, mas como uma questão de reciprocidade eleitoral.
A “fatura” de 2024
A cobrança é associada por militantes à eleição municipal de 2024 em Curitiba.
Nas conversas, aparece a avaliação de que setores ligados ao campo de Requião Filho apoiaram Eduardo Pimentel (PSD) no segundo turno para impedir a vitória de Cristina Graeml (PSD), que, na época, concorreu pelo PMB.
Agora, diante da hipótese de Requião Filho enfrentar Moro, esses eleitores afirmam esperar uma posição semelhante do grupo político de Sandro Alex.
A lógica apresentada nos grupos é de reciprocidade: quem recebeu apoio para derrotar uma candidatura considerada adversária deverá devolver o gesto em uma eventual disputa estadual de segundo turno.
Não há, entretanto, acordo formal identificado pelo Blog do Esmael que estabeleça qualquer compromisso entre as candidaturas.
“Tudo contra Moro”
A rejeição a Moro aparece como um dos principais pontos de convergência. A discussão ocorre enquanto Moro, Requião Filho e Sandro Alex aparecem como os três principais nomes nas pesquisas recentes.
Na Paraná Pesquisas divulgada hoje, 18 de setembro, Moro tem 44,7% das intenções de voto, segundo os números e oscilou dentro da margem de erro no comparativo com as duas pesquisas anteriores.
A briga pela segunda posição está entre Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD), que aparecem com 23% e 19,7%,
Os números, porém, não determinam quem estará no segundo turno, se isto acontecer, pois Moro aparece faltando alguns décimos, com 50%, mesmo percentual de todos os outros candidatos juntos. Mas, a eleição será definida pelo voto de 4 de outubro.
Elder Boff/FE com inf. Blog do Esmael






