Santa Helena poderá conquistar uma cadeira na ALEP com Zado que é suplente. Ele fez quase 30 mil votos!
Por Elder Boff*
A política regional do Oeste paranaense revelou recentemente um cenário paradoxal e preocupante para a representatividade local. Cidades de extrema relevância econômica e demográfica, a exemplo de Toledo, Marechal Cândido Rondon e Medianeira, acabaram ficando sem nenhum representante eleito.
Essa ausência de deputados estaduais e federais enfraquece a voz dessas comunidades nos centros de decisão política e administrativa. A fragmentação de votos costuma ser a principal culpada por esse isolamento institucional em momentos cruciais de definição orçamentária.
Em contrapartida, municípios menores demonstraram uma impressionante capacidade de mobilização em torno de lideranças regionais expressivas. Santa Helena, por exemplo, quase garantiu uma vaga com o desempenho expressivo de seu ex-prefeito nas urnas.
Proporcionalmente, a votação alcançada por Evandro Grade superou em muito a média exigida em colégios eleitorais bem maiores da região. Esse fenômeno evidencia a força de uma comunidade unida quando decide priorizar um projeto político em comum.
Por outro lado, o panorama econômico dessas cidades impactadas pela falta de representação continua sendo formidável e estratégico. Toledo destaca-se nacionalmente pela pujança da produção agroindustrial e pela avicultura de ponta que alimenta mercados globais.
Da mesma forma, Marechal Cândido Rondon brilha como um polo de força econômica e cooperativista nas margens do Lago de Itaipu. Sua estrutura produtiva reflete a alta tecnificação e o desenvolvimento sustentável aplicados no campo.
Medianeira complementa esse mosaico regional ao consolidar-se como um importante polo cooperativista, educacional, de serviços e de agroindústria. Essa tríade de municípios sustenta grande parte da riqueza paranaense, mas carece de sintonia nas urnas.
Superar esse isolamento político exige reflexão profunda e união da sociedade civil organizada para as próximas disputas eleitorais. Somente com estratégias alinhadas a região conseguirá o peso político compatível com sua imensa importância econômica.
Mais especificamente sobre Zado, que fez uma extraordinária performance de quase 30 mil votos (imagine um candidato de Toledo, por exemplo, teria que na média, ter feito mais de 100 mil votos para deputado estadual) e com sua estreita ligação com o governador eleito, Sergio Moro, deverá assumir uma cadeira na ALEP ou uma posição importante no futuro governo, a não ser que não queira. Caso isso aconteça, quem vai ganhar muito, muito mesmo, será a região.
Ele terá a chance de imediatamente, por em prática os seus compromissos de campanha, principalmente no que se refere às nossas rodovias e a energia elétrica, que está em curto circuito faz tempo. O setor produtivo, agradeceria imensamente ao novo inquilino do Palácio Iguaçu.

* Elder Boff é articulista e editor-chefe do Fonte Extra






