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Espaço de temas variados da política e economia, regional e nacional! Fique por dentro…

Por Caio Gottlieb

Bloco de Notas

  1. Vara curta no Trump

Como acha que confusão pouca é bobagem, Lula convocou para a próxima segunda-feira, 8, uma reunião virtual de líderes do BRICS. Oficialmente, a pauta será a crise do “multilateralismo”, as guerras na Ucrânia (vão pedir pra Rússia encerrar o conflito?) e na Faixa de Gaza, além da COP-30. Mas é evidente que o tarifaço americano entrará pela porta da frente do debate. O petista já ensaiou esse papel de Dom Quixote quando pregou a desdolarização da economia mundial e foi deixado ao relento pelos “amigos” Xi Jinping e Putin. Nem os dois, inimigos mortais dos Estados Unidos, quiseram endossar ideia tão descabida. Ao articular o encontro, que promete não levar a nada, Lula faz mais uma provocação infantil a Trump e abre brecha para o Brasil tomar mais um tapa na cara. O pior é que a conta dessas bravatas eleitoreiras do Grande Guia do PT será paga por nós

  1. O recado atendido

A recém-criada Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, decidiu nesta terça (2) retirar todos os filiados do governo Lula. Saem André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), mas as legendas ainda mantêm apadrinhados em outras pastas, como Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira Filho (Comunicações). A decisão veio uma semana depois de Lula exigir, em tom inflamado, fidelidade dos ministros — recomendando que pedissem o boné se não estivessem confortáveis. Pois bem, o pedido foi atendido: a federação desembarca e, de quebra, anuncia apoio a um projeto de anistia para Jair Bolsonaro. O presidente quis bancar o chefe duro, mas só fez precipitar a batida em retirada dos “infiéis”, que desidrata ainda mais a esquálida base de apoio da situação no Congresso. Resumo da ópera: a governabilidade subiu no telhado.

  1. Boulos no ar, audiência no chão

Guilherme Boulos, dono de mais de 2,3 milhões de votos na última eleição paulistana, foi ao programa No Alvo, no SBT. Falou — mas quase ninguém ouviu. A entrevista marcou 2,8 pontos de audiência na Grande São Paulo, a pior da história da atração e 17% abaixo da média das semanas anteriores. Até então, o recorde negativo era da apresentadora Márcia Goldschmidt. O notório invasor de imóveis pode até lotar discursos em assembleias e redes sociais, mas na TV aberta derrubou a audiência quase ao traço. O povo parece não ter apetite para papo furado.

  1. Suspeição? Imagina…

A PGR decidiu blindar o ministro Gilmar Mendes, arquivando pedido de investigação sobre sua atuação como relator da disputa pelo comando da CBF. O caso cheira mal: a entidade mantém parceria com o IDP, instituto fundado pelo próprio Gilmar, para tocar a “CBF Academy”. Foi justamente ele quem suspendeu, em janeiro de 2024, a decisão que afastava Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF — e ainda negou mais dois pedidos de afastamento em maio de 2025. O vereador curitibano Guilherme Kilter (Novo) pediu apuração, mas o vice-procurador Hindenburgo Chateaubriand, braço direito de Paulo Gonet — este, por sua vez, afilhado de Gilmar — concluiu que não havia nada de suspeito. Nada mesmo. Só mais uma página na promiscuidade entre toga e cartola.

  1. Missão especial: a pizza

O Ministério do Trabalho autorizou o afastamento de Jackson Ázara, superintendente da pasta no Distrito Federal, para participar de uma missão técnica em Nápoles, entre 26 de outubro e 2 de novembro. O título da missão parece piada: “Aprendizagem da Verdadeira Pizza Napoletana”. O servidor integrará a comitiva do Senac-DF, em atividade promovida pela Associação da Verdadeira Pizza Napolitana (AVPN). Metade dos custos será paga pelo governo. O objetivo oficial é adquirir conhecimento sobre uma das expressões mais tradicionais da culinária italiana — massa de fermentação lenta, tomate fresco, mussarela de búfala, manjericão. O Fome Zero agradece. Se não resolve o desemprego, pelo menos alguém volta de viagem sabendo como se faz a borda perfeita.

  1. CPMI que assusta

A operação “Sem Desconto”, da Polícia Federal, revelou um escândalo bilionário de fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. Foram R$ 6,3 bilhões desviados por meio de descontos ilegais em benefícios. O dado mais explosivo: 64% das irregularidades ocorreram entre 2023 e 2024, já sob Lula. O então ministro da Previdência, Carlos Lupi, ignorou alertas ainda em junho de 2023 e só agiu um ano depois. O “Careca do INSS”, apontado como operador financeiro do esquema, movimentou milhões por meio de 22 empresas. E a cereja do bolo: Frei Chico, irmão do presidente, aparece como vice de entidade citada em relatório da CGU. O Sindnapi, sindicato de aposentados, viu repasses crescerem 564% em quatro anos. Não é à toa que a tropa governista tenta blindá-lo na CPMI. Por ora, conseguiu evitar sua convocação. Mas o clima é de cerco. Cedo ou tarde, o irmão do chefe terá de falar.

  1. Zydek assume o Sindileite

Elias José Zydek, presidente executivo da Frimesa, foi eleito presidente do Sindileite para o quadriênio 2025–2028. A cerimônia de posse contou com lideranças como o vice-governador Darci Piana, os secretários estaduais Márcio Nunes (Agricultura) e Norberto Ortigara (Fazenda), além de José Roberto Ricken, do Sistema Ocepar. Zydek destacou os desafios da cadeia láctea — custos de produção, sanidade, infraestrutura, relação com o varejo — e apontou a integração como ferramenta essencial. A eleição reforça o peso da Frimesa, 11ª maior indústria de leite do Brasil, com capacidade de processar 850 mil litros por dia em três unidades e integrando 1.900 produtores. Uma demonstração clara de que o Paraná segue sendo protagonista nacional na proteína animal e no setor lácteo.

  1. Dois pesos, duas medidas

Em 2016, quando a Lava Jato encurralava Lula, veio a público que o ex-presidente cogitava pedir asilo à Itália. A justificativa: perseguição política. O plano nunca saiu do papel, mas a ideia ficou registrada. Agora, ao descobrirem um rascunho de pedido de asilo de Bolsonaro à Argentina, Moraes decretou prisão domiciliar do ex-presidente. Pensamento virou crime — ao menos para alguns. A diferença é gritante: quando Lula pensou em fugir, o episódio foi tratado como nota de rodapé. Quando Bolsonaro rabiscou a mesma possibilidade, virou caso de polícia. A indignação, como sempre, segue seletiva.

  1. Lava Jato, o bingo semanal

Por falar nisso, a Lava Jato virou um sorteio regular. Toda semana, alguém é premiado com a anulação de processos. O contemplado agora é Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento, que viu a Segunda Turma do STF invalidar todos os atos de Sergio Moro contra ele. Gilmar, Kassio e Toffoli formaram a trinca vencedora, alegando conluio entre juiz e Ministério Público. André Mendonça e Fachin discordaram da tese. E foi justamente Fachin, sempre alinhado com o sistema, quem abriu a divergência mais constrangida: advertiu contra a nulidade automática, lembrando que cada caso deveria ser analisado com cautela. A prudência, claro, foi voto vencido. A Mega-Sena da impunidade segue premiando felizardos semana após semana.

  1. O choro de Caracas

O chanceler venezuelano Yván Gil Pinto denunciou que 4,2 mil soldados americanos estariam prontos para invadir a Venezuela, cercada por oito navios militares e um submarino de ataque rápido. Washington, por sua vez, alega que a operação visa coibir o transporte marítimo de cocaína rumo aos Estados Unidos e elevou para US$ 50 milhões a recompensa por Maduro, a quem acusa de chefiar um governo ilegítimo e comandar uma das maiores organizações de tráfico de entorpecentes da América do Sul. Caracas diz que é desculpa, nega o “Cartel de los Soles” e grita contra o cerco. Para quem desfruta das benesses da ditadura narcoterrorista, toda sombra vira conspiração. Mas se for verdade que a libertação vem pelo mar do Caribe, que não tarde. O povo venezuelano espera ansioso.

  1. Festval preserva e moderniza

Curitiba ganha nesta quinta (4) a nova loja do Festval, na Rua 24 de Maio, em frente à Praça Ouvidor Pardinho. O imóvel, tombado como Unidade de Interesse de Preservação, foi recuperado pela rede, que já opera 33 lojas no Paraná e pretende abrir mais cinco até o fim do ano. Com 2 mil m² de área de vendas, restaurante para 182 pessoas, cafeteria, adega, floricultura e até a Sala Calma — espaço sensorial para clientes com TEA — a nova unidade une conveniência, inovação e preservação histórica. A loja é a primeira das quatro adquiridas do Grupo Carrefour a entrar em operação. Até o fim do ano, outras três abrirão as portas em Curitiba, com previsão de 800 novos empregos. Mais que supermercado, o Festval Ouvidor nasce como espaço de lazer, encontro e tradição.


*Jornalista, publicitário, fundador e sócio-proprietário da Caio Publicidade, atua na TV Tarobá desde a sua fundação em 1979, conduzindo o programa de entrevistas Jogo Aberto.

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