Edit Template
  • Início
  • /
  • Artigos
  • /
  • A demonização da riqueza e o endeusamento da pobreza

A demonização da riqueza e o endeusamento da pobreza

Por Zelinda Balen Dakmer*

É muito comum ouvirmos expressões que demonizam a riqueza, tais como “é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. A riqueza é vista por uma grande parte da população como algo mau, injusto e imoral, enquanto que a pobreza é vista como um sinal de virtude ou pureza.

Essa concepção se deve a uma formação distorcida e a uma má interpretação de textos bíblicos por uma parte do clero adepto da Teologia da Libertação do ex-padre Leonardo Boff. Essa teoria critica pessoas que prosperaram na vida e atribui a eles a responsabilidade de existirem tantas pessoas na miséria.

O clero, adepto da Teologia da Libertação, usa textos bíblicos para justificar essa teoria. Citações como “Bem aventurados os pobres de espírito porque deles é o reino dos céus” ou parábolas como “o rico e Lázaro” são interpretadas de maneira a endeusar a pobreza e demonizar a riqueza. A riqueza é vista como opressiva e a pobreza é romantizada como se fosse automaticamente santificadora.

Pela autoridade que a igreja exerce sobre seus fiéis, estes absorvem essas crenças de tal maneira que ficam registradas no subconsciente, influenciando a tomada de decisões futuras. Estudos sobre a neurociência comprovam que tudo o que fazemos na nossa vida é determinado pelas crenças que adquirimos desde a nossa infância.

Se as crenças que estão no nosso subconsciente demonizam a riqueza, não prosperaremos, pois inconscientemente acreditamos que a riqueza é má, e como nós queremos ir para o céu, e para nos livrar do inferno, o subconsciente nos indica caminhos e envia ideias que nos afastam da riqueza, pois ele quer o nosso bem. O subconsciente não faz juízo, ele registra como verdadeiro aquilo que é repetido muitas vezes pelo nosso consciente.

Mas a riqueza não é condenada por Deus, como podemos constatar na história do rei Salomão, personagem bíblico que governou Israel e foi um dos homens mais ricos que já existiram. Ele pediu a Deus sabedoria para governar seu povo com justiça e por causa desse pedido, Deus lhe concedeu também riqueza.

O que se condena é a indiferença, a falta de compaixão com o próximo, independente de situação econômica. “Pobres de espírito” não significa pobreza material. Pobre de espírito é aquele que coloca a sua confiança em Deus, que reconhece Deus como o Senhor do Universo e que tudo vem de Deus, inclusive os dons que ele tem.


(Arte arquivo: Eric Augusto)

O pobre de espírito é humilde e é grato. E a gratidão eleva a vibração. Vibração alta atrai prosperidade.

Na parábola dos talentos está claro que Deus condena o preguiçoso. Aquele que recebeu mais talentos/dons e fez render o dobro, foi chamado de servo bom e fiel e aquele que recebeu só um talento e não fez nada com ele, “enterrou os talentos”, Deus chamou de servo mau e preguiçoso.

Em Tessalonicensses, o apóstolo Paulo já alertava que, “quem não quer trabalhar, também não coma”. Na sociedade atual, temos uma grande parcela da população vivendo do Bolsa Família, vivendo do suor daqueles que trabalham e pagam impostos abusivos e ainda, esta categoria é vitimizada!

Mas todos receberam talentos de Deus ao nascer. A igreja deveria lembrá-los de que ao “enterrar talentos” são considerados servos maus!

Percebe-se assim, que a Teologia da Libertação, ao contrário do que quer fazer crer, não liberta, mas escraviza ao focar na pobreza, mantém as pessoas na condição de dependentes e incapazes. O clero que se orienta por essa teoria deixa de exercer o papel que verdadeiramente lhe cabe, o de buscar a salvação da alma!



*Zelinda Balen Dakmer é professora aposentada pelo Estado do Paraná. Professora particular de inglês e italiano. Estudiosa de psicologia positiva, PNL e filosofia.     

Compartilhar:

Notícias Relacionadas

  • All Post
  • Saúde e Bem-Estar
Edit Template

© 2024 Todos os Direitos Reservados a FONTE EXTRA
Desenvolvido com o por VRCLIC – Soluções Digitais 

Pressione ESC para sair

Temos um número de máximo de 30 caracteres para cada busca.