Retomado o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e demais denunciados do suposto “golpe”, hoje irão defender seus votos já sabidos até pelas crianças do maternal.
Através da TV Justiça (assista logo abaixo), você pode acompanhar o desenrolar de tudo o que vai acontecer durante esta terça-feira (9) e nos outros dias, até sexta, quando deve sair a decisão final do julgamento.
O Supremo Tribunal Federal vai decidir nesta semana se condena ou absolve o ex-presidente Jair Bolsonaro. O julgamento do ex-presidente e de mais 7 réus do núcleo principal da trama golpista foi retomado hoje.
Na quarta e na quinta-feira, os demais ministros irão votar, analisando a situação de cada um dos oito réus. Para serem condenados, eles precisam receber o voto de três dos cinco integrantes da Primeira Turma do STF.
A definição de eventuais penas está prevista para sair só na sexta-feira. Se for condenado à pena máxima por todos os crimes, Bolsonaro vai pegar mais de 40 anos de cadeia.
Dessa forma, o julgamento seguirá o seguinte calendário:
- 9 de setembro (terça-feira) – 9h às 12h e 14h às 19h
- 10 de setembro (quarta-feira) – 9h às 12h
- 11 de setembro (quinta-feira) – 9h às 12h e 14h às 19h
- 12 de setembro(sexta-feira) – 9h às 12h e 14h às 19h
O julgamento começou na última terça-feira (2) com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, e depois se manifestam o procurador-geral da República e os advogados dos réus.
A palavra foi dada à defesa do tenente-coronel Mauro Cid, que será a primeira a se manifestar por causa da delação. Ato contínuo, por ordem alfabética, falarão da tribuna os advogados de Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
Alexandre de Moraes deve dar um voto mais longo contra os réus do núcleo crucial da trama golpista. Interlocutores do ministro acreditam que ele deve votar por três ou até quatro horas. Quando o ministro aceitou a denúncia contra os mesmos réus, em março, votou por 1h50 minutos.
O voto, agora, é maior e mais detalhado. Há quem apostasse que ele usaria toda a terça-feira para votar, mas não deve fazer isso para garantir que o julgamento termine até o dia 12 – último dia de sessão programado pelo presidente da turma, ministro Cristiano Zanin.
Nos primeiros de dias do julgamento, Moraes ficou fazendo anotações e marcações e, ao mesmo tempo, orientando o gabinete em relação aos argumentos de defesa. O voto deve ser bastante contundente para rebater ponto a ponto levantado pelos advogados.
O próximo a votar é o ministro Flávio Dino – que não costuma fazer votos longos. Ele também não é de ler o voto, faz de cabeça. Por isso, não deve se prolongar, mas dada a complexidade do caso e já que são muitos réus – oito – a aposta é que ele vote em uma hora e meia. Em seguida, vota Luiz Fux, que deve abrir divergência na votação. O tempo que ele vai usar ainda é uma incógnita e a aposta é que a terça-feira seja dedicada para os três ministros – a depender do andamento da leitura dos votos.
Mesmo que Fux se prolongue, a Primeira Turma deve formar maioria pela condenação dos réus na quarta-feira com o voto da ministra Cármen Lúcia. Isso caso ela mantenha o entendimento que vem adotando ao longo do julgamento. A título de curiosidade, foi o voto dela quem formou maioria também para declarar a inelegibilidade de Jair Bolsonaro, quando foi condenado por abuso de poder político pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A depender do andamento do julgamento, Cristiano Zanin, o último a votar, pode concluir os votos ainda na quarta. Mas como a Primeira Turma só tem sessão para o período na manhã, há ainda a possibilidade de levar para sexta-feira. É no último dia de sessão que os ministros definem a dosimetria da pena e o regime em que cada um vai cumprir a pena definida.
Fonte Extra com CBN







