Um caminhão carregado de soja acabou tombando na lateral da estrada de terra entre a as colônias Magagnin e Guarapuava, município de Minga Porã, departamento de Alto Paraná, PY na tarde desta quinta-feira.
O motorista saiu ileso e foram registrados danos materiais, prejudicando a estrutura da carreta e derramando boa parte da soja. Ele se dirigia à Sanga Funda, Porto de Itaipu Porã com 32t de soja.
O motorista, brasileiro, disse que perdeu o controle na via molhada e em mau estado, o que provocou o capotamento lateral. Autoridades compareceram ao local para registrar o fato.
Naquela região, é proibido circular em dias chuvosos para não prejudicar ainda mais as estradas. A multa para quem for pego andando no barro é de 1 milhão de guaranis, cerca de 750 reais.
Mesmo assim alguns arriscam. Do lado do Porto Índio parece que não há uma fiscalização mais rígida em relação a circular em dias de chuva e quem cuida para que as estradas não sejam prejudicas, são os próprios motoristas. “Alguns não querem nem saber, não respeitam e acabam prejudicando todo mundo”, disse um dos caminhoneiros em contato com a redação do Fonte Extra.

Estradas intransitáveis em dias de chuva, mas alguns caminhoneiros avançam (Foto cedida a Fonte Extra)
Reivindicação de asfalto
Há uma intensa luta por parte de agricultores e empresários para que este trecho que liga San Lorenzo até o Porto Itaipu Porã, seja asfaltado.
Há uma associação, presidida pelo brasileiro de Santa Helena, radicado há muito tempo no Paraguai.

É Doacir Bianchet, que se uniu a demais colegas que bancaram inclusive um anteprojeto já aprovado e que está tramitando no governo central.
A expectativa é de que a parte burocrática avance ainda este ano para sair o documento liberatório para a obra de aproximadamente 50 km iniciar em 2026. Os recursos poderão ser bancados pela Itaipu paraguaia.

Caminhoneiro espera paciente completar uma carga na balsa em P. Índio (Foto cedida a Fonte Extra)
Porto Índio
Enquanto isso seguem as obras do asfalto que vai ligar o Porto Índio até o Cruce Mbaracayú na Ruta 07, ex-supercarretera, o trecho de 60 km está dividido em 2 lotes de aproximadamente 30 km cada.
A expectativa é de que até meados de 2026, o pavimento, bem como as obras anexas que são necessárias, esteja pronto. Motoristas já se utilizam de boa parte do caminho asfaltado, mas enfrentam dificuldades e o transporte praticamente fica parado em dias de chuva, em razão dos pedaços que ainda são intransitáveis com a via molhada.
Dois terços de toda a via já receberam pavimento asfáltico e tem sido liberado para a circulação de caminhões, o que já começou beneficiar a cadeia produtiva.


Situação precária onde não tem asfalto na região do Índio e totalmente em Sanga Funda (Fonte Extra, fotos cedidas por caminhoneiros)
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