Rafael Greca (MDB) já teria negociado sua entrada como vice na chapa de Sandro Alex (PSD), segundo o articulista político Esmael Morais, baseado em fontes com conhecimento das tratativas.
O acordo encerra, na prática, o projeto do ex-prefeito de disputar o governo do Paraná e o devolve ao grupo político de Ratinho Junior (PSD) e Alexandre Curi (Republicanos).
A negociação foi concluída, mas ainda não foi anunciada formalmente pelos partidos. A expectativa é que a composição seja apresentada antes da convenção estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), marcada para domingo, 2 de agosto, na Sociedade Thalia, em Curitiba.
O MDB indicaria o empresário cascavelense Fernando Mantovani como primeiro suplente de Alexandre Curi na disputa pelo Senado. O deputado federal Nelsinho Padovani (União Brasil) ficaria com a segunda suplência.
Apesar de insistir que seria candidato e que não aceitaria ser vice (entrevista recente em Santa Helena, vídeo logo abaixo), a pré-candidatura de Greca permanecia no telhado porque o ex-prefeito não havia reunido partidos, prefeitos e nomes ao Senado capazes de sustentar uma candidatura própria ao Palácio Iguaçu.
Dirigentes emedebistas já diziam reservadamente que não existiria “candidato de si mesmo”. A advertência colocava uma condição objetiva para Greca: ampliar o arco partidário antes da convenção ou negociar outro espaço na eleição estadual, mas a ampliação não aconteceu.
Greca lançou uma pré-candidatura própria sem romper completamente com o Palácio Iguaçu, grupo ao qual esteve ligado antes de deixar o PSD e retornar ao MDB.
A composição também altera a situação de Alvaro Dias. O ex-governador pode ter sua presença na disputa pelo Senado, comprometida, haja vista a indicação do MDB para a vice ao governo e primeira suplência ao Senado.
Ratinho Junior emerge como o principal beneficiário político do acerto. O governador reúne Greca, Sandro Alex, Alexandre Curi e a União Progressista no mesmo campo, reduz a fragmentação de sua base e concentra partidos na disputa pela sucessão do Palácio Iguaçu.
“Greca sucumbiu aos encantos da tropa palaciana depois de testar uma candidatura sem aliados suficientes. O acordo encerra a dúvida política, mas sua validade eleitoral ainda depende das convenções, das atas e dos pedidos de registro”, citou Esmael.
Elder Boff/Fonte Extra com inf. Esmael Morais







