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Dallagnol doa a hospital R$730 mil de milhares de doações para indenizar Lula

Deltan Dallagnol durante sua apresentação didática e devastadora, exposta em PowerPoint, sobre a organização criminosa denunciada na Lava Jato.

Valor de é de doações espontâneas por pessoas de todo o país, indignadas com a condenação do ex-procurador da Lava Jato

O ex-procurador Deltan Dallagnol doou R$730 mil ao Hospital Erastinho, em Curitiba, o primeiro hospital oncopediátrico do Sul do Brasil, especializado no tratamento de crianças e adolescentes com câncer e autismo.

Esse dinheiro decorre de mais de 12 mil doações espontâneas, realizadas por brasileiros de todo o País, em março de 2022, após o também ex-deputado federal ser condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a indenizar Lula (PT) por supostos danos morais, no caso do PowerPoint durante a Operação Lava Jato. A doação foi realizada por transferência  nesta quarta (15).

Em setembro de 2016, Deltan Dallagnol, então coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, apresentou em coletiva a denúncia contra Lula no caso do tríplex do Guarujá. Na ocasião, utilizou uma apresentação didática, em PowerPoint, que se tornaria um dos slides mais conhecidos da história política recente do país.

Lula ingressou com ação por supostos “danos morais”. Deltan ganhou o processo em primeira e segunda instâncias, mas a vitória foi revertida por ministros que haviam sido indicados pelo próprio Lula e pela ex-presidente Dilma Rousseff para compor o STJ. A única voz dissidente, a ministra Maria Isabel Gallotti, votou pela rejeição, por entender que a ação deveria ser movida contra a União, já que Deltan atuou como servidor público.

A condenação de Deltan foi de R$75 mil por danos morais. A condenação gerou uma mobilização espontânea inédita: em poucos dias, mais de 12 mil brasileiros indignados fizeram doações via pix para ajudar Deltan a arcar com a indenização. O montante recebido superou amplamente o valor da condenação. Na época, Deltan assumiu os compromissos de lutar para reverter a condenação; manter os recursos aplicados em investimento financeiro enquanto o processo tramitasse e destinar integralmente o valor excedente, incluindo todos os rendimentos, a hospitais filantrópicos que tratam crianças com câncer e autismo.

A condenação foi mantida pelo STF, quase dobrou o valor original para R$146.847,13, com aplicação de juros e correção. O ex-procurador pagou tudo em dezembro de 2025 após o trânsito em julgado do processo. O valor total arrecadado pelas doações, acrescido da rentabilidade da aplicação financeira ao longo de quase quatro anos, permitiu que o excedente, R$ 730 mil, incluindo uma contribuição pessoal de R$5 mil de Deltan, fosse destinado ao Hospital Erastinho.

A aplicação financeira em que os recursos foram mantidos venceu em março de 2026. Por essa razão, a transferência ao Hospital Erastinho foi realizada agora, em abril de 2026, após a liquidação integral do investimento.

Diário do Poder

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