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Desfile de Carnaval com samba-enredo em homenagem a Lula pode torná-lo inelegível? (Veja Gleisi cantando (mal))

Lula recebeu em setembro o presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, no Palácio da Alvorada (Ricardo Stuckert/PR)

“Olê, olê, olê, olá / Lula, Lula” — o grito historicamente usado por eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi parar no refrão do samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, escola que abrirá o desfile do grupo especial do Rio de Janeiro no domingo (15/02) com uma homenagem à história do petista.

A música também cita o número do PT (13), ao falar que Lula levou “treze noites, treze dias” para migrar com sua mãe de Pernambuco a São Paulo quando criança, e faz referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sem citá-lo diretamente, no trecho: “Assim que se firma a soberania / Sem mitos falsos, sem anistia”.

A escolha do tema em ano de disputa presidencial gerou acusações de campanha eleitoral antecipada por parlamentares bolsonaristas, além de críticas sobre o uso de dinheiro público para financiar a escola — o valor recebido do governo federal (R$ 1 milhão) foi o mesmo destinado às outras doze agremiações do grupo especial do Rio.

Gleisi Hoffmann é corajosa, cantando (mal) um trecho do samba em homenagem a seu guru:

(Imagens: Câmara dos Deputados)


O financiamento público do desfile pode se aproximar de R$ 10 milhões, considerando também valores repassados às escolas do grupo especial pelo governo estadual e as prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói.

O partido Novo tentou impedir a homenagem a Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a Corte negou o pedido por considerar que seria censura.

Por outro lado, os ministros deixaram claro que veem risco de crime eleitoral durante o desfile, o que poderia levar a punições futuras à esperada candidatura à reeleição do presidente.

“É um ambiente muito propício a que haja excessos, abusos e ilícitos. A festa popular do Carnaval não pode ser uma fresta para ilícitos eleitorais“, afirmou a presidente do TSE Cármen Lúcia.

A ministra disse também que a anunciada participação de Lula “significa que há pelo menos um risco muito concreto, previsível, de que venha a acontecer algum ilícito que será objeto, com toda a certeza, da atuação dessa Justiça Eleitoral”.




Elder Boff/Fonte Extra com inf. BBC

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