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Domingo foi o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. E Santa Helena, como trata disso?

(Foto: Assessoria)

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, lembrado neste domingo (26), alerta para uma doença silenciosa e que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta não apenas pessoas adultas ou idosas, já que cada vez mais adolescentes e mesmo crianças têm apresentado alterações na pressão arterial.

Como qualquer outra ação voltada à saúde pública, quem determina o funcionamento efetivo de quaisquer atitudes relacionadas aos temas, é a ponta, ou seja, o município.

O programa HIPERDIA em Santa Helena, PR, é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde voltada ao cadastramento, acompanhamento e tratamento de pacientes com Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus. As informações são de Rosângela Disarz, diretora do Departamento de Saúde, cuja secretaria é comandada por Daniel Remonti.

Hoje, abril de 2026, são cadastrados 6.235 hipertensos (23% da população local), sendo 3.932 idosos do município.

Ainda segundo Rosângela, há em Santa Helena, 2.130 diabéticos (7,9 % dos habitantes) no programa que tem como objetivo promover ações de prevenção, educação em saúde e acompanhamento contínuo para evitar complicações dessas doenças crônicas.

A rede de atenção primária do município é composta por 9 unidades básicas de saúde (UBS’s), sendo 6 equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) e 3 de Atenção Primária (EAP), distribuídas entre a área urbana e rural.


O programa inclui encontros, palestras educativas na sede e distritos, orientações sobre pressão arterial e dicas de alimentação saudável.

A Farmácia Básica Central de Santa Helena desempenha um papel crucial, distribuindo gratuitamente medicamentos essenciais para pacientes cadastrados, incluindo insumos para hipertensão e diabetes.

As unidades básicas de saúde (UBSs) no município são responsáveis por realizar o acompanhamento periódico e sistemático dos pacientes.

De uma forma geral, o município realiza o acompanhamento desses pacientes para garantir a manutenção da saúde e a distribuição de insumos.



O Ministério da Saúde define a hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, como uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias.

“A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo”, detalhou a pasta, ao citar a hipertensão arterial como um dos principais fatores de risco para acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.

Ainda segundo dados do Ministério da Saúde, a hipertensão arterial é herdada dos pais em 90% dos casos, mas há diversos fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial de cada indivíduo, incluindo:

  • tabagismo;
  • consumo de bebidas alcoólicas;
  • obesidade;
  • estresse;
  • elevado consumo de sal;
  • níveis altos de colesterol;
  • sedentarismo.

12 por 8

Em setembro do ano passado, uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passou a considerar a aferição 12 por 8 não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão.

O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão.

De acordo com a diretriz, a reclassificação tem como objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do quadro de hipertensão dos pacientes.

Para que a aferição seja considerada pressão normal, portanto, ela precisa ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório.

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sintomas

Os sintomas da hipertensão arterial costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito, quadro que pode gerar dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.

Diagnóstico

Medir a pressão regularmente, segundo o ministério, é a única maneira de diagnosticar a hipertensão arterial. A orientação é que pessoas acima de 20 anos meçam a pressão ao menos uma vez por ano.

“Se houver casos de pessoas com pressão alta na família, deve-se medir no mínimo duas vezes por ano”.

Tratamento

A pressão alta, de acordo com a pasta, não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada.

“Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente”.

O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece medicamentos indicados para o tratamento da hipertensão arterial, por meio de unidades básicas de saúde (UBS) e do programa Farmácia Popular. Para retirar os remédios, basta apresentar:

  • documento de identidade com foto;
  • CPF;
  •  receita médica dentro do prazo de validade, de 120 dias. A receita pode ser emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um médico que atende em hospitais ou clínicas privadas.

Prevenção

Além do uso de medicamentos, o ministério classifica como imprescindível a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo:

  • manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares;
  • não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos;
  • praticar atividade física regular;
  •  proveitar momentos de lazer;
  •  abandonar o fumo;
  •  moderar o consumo de álcool;
  •  evitar alimentos gordurosos;
  •  controlar o diabetes.


Elder Boff/Fonte Extra com inf. Agência Brasil. (Demais fotos: Assessoria PMSH)

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