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Eleições 2026: As vagas são duas, mas o Paraná poderá ter três novos senadores

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Por Elder Boff*

É dada como certa a candidatura do atual senador Sergio Moro ao governo do Paraná e ele seria o único que ainda permaneceria na Câmara Alta. Oriovisto Guimarães e Flávio Arns estão completando oito anos de mandato, diga-se de passagem, os mais discretos senadores que o Paraná já produziu em todos os tempos.

Pouco ou nada se ouviu falar destes políticos, que na essência, até são gente boa. Um, defensor incólume das APAEs, por isso foi eleito, outro, do ramo educacional, um senhor distinto, mas tão discreto quando à sua produção legislativa, que pelo menos, pouco ou nada se ouviu falar. Uma safra ruim para um estado que já viu altos debates e protagonismo paranaense no Senado da República. Quem salvou o trio, foi mesmo o novato Moro, que pelo menos teve coragem de enfrentar publicamente as mazelas que o atual governo proporciona diuturnamente.

Se confirmada a candidatura e principalmente lograr êxito na empreitada ao governo, com Sérgio Moro fora do Senado, o Paraná terá três nomes novos por lá.

De acordo com os últimos levantamentos, poderemos ver a volta de Alvaro Dias, a ida de Ratinho Junior. Nomes bem cotados, são também os de Deltan Dallagnol, Gleisi Hoffmann e Cristina Graeml, dentre outros menos cotados, como o ex-governador Beto Richa, um tal de Jeffrey Chiquini que não conheço, mas tem boa cotação, é do partido Novo, Felipe Barros e até Osmar Dias.

De qualquer maneira, dentre destes nomes, eleitos quem quer que seja, a representatividade no Senado vai melhorar, porque pior que a atual, difícil.

Mas a terceira vaga a que me refiro no texto, não será disputada, será herdada por um ilustre desconhecido do povo, mas unha e carne com Sergio Moro: Luís Felipe Cunha.

Ele o primeiro suplente, um advogado paulista, (não sei quanto tempo está no Paraná, pois pesquisar sobre ele é que nem buscar agulha em palheiro) amigo pessoal e homem de confiança de Sergio Moro.

Coordenador da campanha de Moro, ele possui patrimônio declarado de mais de R$ 7 milhões à época da eleição em 2022 e é visto como um articulador próximo, sendo descrito por Moro como alguém cuja comunicação equivale a falar com o próprio senador.

Mas ele começou bem em 2022. O dr. Luis Felipe Cunha, suplente de Sergio Moro ao Senado e braço direito do ex-ministro, recebeu R$ 1 milhão do próprio partido, o União Brasil. Os repasses começaram no fim de abril, um mês após Moro romper com o Podemos (quando Moro deu um nó no Alvaro Dias) e se filiar ao União Brasil, em meio a articulações de Cunha.

De abril a julho daquele ano, o União Brasil desembolsou quatro parcelas de R$ 250 mil a uma das empresas de Cunha, a Vosgerau & Cunha Advogados Associados. Os serviços foram descritos à Justiça Eleitoral apenas como consultoria jurídica.

Então, resumindo a história, se Moro for governador, terá um big senador seu + dois outros, que podem ser aqueles que citei acima. Palpite é que seja Deltan e Cristina Graeml, talvez o Alvaro. Isso se Ratinho não ficar pra trás na questão da candidatura presidencial. Daí, sobraria uma vaga, que seria disputada a tapa.

Mas, salvaguardando os “talvez” e os “pode ser”, teremos uma senatoria paranaense mais vibrante, pois a atual, está muito chocha…



* Elder Boff é articulista e editor-chefe do Fonte Extra

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