As Eleições 2026 levaram às urnas diversos nomes conhecidos do esporte brasileiro que decidiram disputar cargos políticos. Entre ex-jogadores, ex-treinadores, dirigentes e atletas de outras modalidades, a maioria não conseguiu transformar a popularidade construída no esporte em uma vaga no Legislativo.
Entre os nomes mais conhecidos que ficaram de fora estão Vanderlei Luxemburgo, Marcelinho Carioca, Edmundo e Luís Fabiano. Luxemburgo, ex-técnico da Seleção Brasileira e de grandes clubes do país, disputou uma vaga ao Senado pelo Tocantins e terminou na sétima colocação, com 67.987 votos.
No Distrito Federal, Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthians, concorreu a uma vaga de deputado distrital pelo Republicanos e recebeu 2.494 votos. Edmundo, que disputou uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro, teve 35.724 votos. Já o ex-atacante Luís Fabiano recebeu 9.613 votos na disputa pela Câmara dos Deputados em São Paulo.
Outros nomes ligados ao futebol também não conseguiram se eleger. Marcos Braz e Eduardo Bandeira de Mello, ambos com passagem pela direção do Flamengo, ficaram fora do Legislativo. Entre os ex-jogadores que disputaram cadeiras de deputado estadual, Dinei, ex-Corinthians, recebeu 6.337 votos em São Paulo, enquanto Donizete Pantera teve 4.884 votos no Rio de Janeiro.
Apesar do número de derrotas, alguns nomes do futebol conseguiram conquistar ou manter seus mandatos. Danrlei, ex-goleiro do Grêmio, foi reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul pelo PSD, com 105.079 votos. Na Bahia, o ex-atacante Bobô, ídolo do Bahia, foi eleito deputado estadual pelo PCdoB, com 70.893 votos.
A presença de esportistas na disputa também foi registrada em outras modalidades. Leila do Vôlei, ex-jogadora da seleção brasileira e atual senadora, disputou a reeleição pelo Distrito Federal, mas terminou em terceiro lugar. A campeã olímpica Sarah Menezes concorreu a uma vaga de deputada federal pelo Piauí, enquanto Maurício do Vôlei tentou a reeleição em Minas Gerais.

O resultado mostra que a popularidade construída no esporte pode ajudar na entrada para a política, mas não garante, por si só, uma vaga nas urnas. Em 2026, nomes conhecidos dos campos, quadras e comissões técnicas tiveram resultados bastante diferentes na tentativa de conquistar um mandato.
Lucas Oruam/FE






