Uns defendem governos militares por ter salvado o Brasil do comunismo, outros rechaçam a ideia, principalmente ao lembrar das torturas e desaparecimento de desafetos. Mas, a realidade é que o país viveu um período de 21 anos comandado por militares, a partir do final de março, começo de abril de 1964.
História
Jango enfrentou sérios problemas de governabilidade, agravados pelas dificuldades econômicas herdadas do período JK, como a dívida externa e, principalmente, a inflação. Em meio a um cenário de Guerra Fria e uma forte polarização ideológica mundial e nacional, Jango apresentou uma política nacionalista de reformas de base (incluindo a reforma agrária, tributária, bancária, eleitoral e financeira).
Porém, estas propostas foram consideradas comunistas pelos setores conservadores da sociedade, servindo como estopim para uma mudança na estrutura de governo, que deu início a um regime militar (1964-1985), ainda mais depois que Janio Quadros havia homenageado Che Guevara em 1961.
Ao assumirem o poder, os militares deram início a um novo e importante período da fase de substituição de importações. Dos 21 anos de ditadura militar, destaca-se o período que vai de 1968 a 1973, conhecido como “milagre econômico brasileiro”, no qual a economia cresceu em ritmo acelerado.
Assim como nos governos Vargas e JK, o crescimento esteve sustentado por fortes investimentos estatais, responsáveis pela aplicação de altas quantias na construção de infraestrutura e na expansão de serviços e empresas estatais. Contudo, tais recursos só puderam ser obtidos através de vultuosos empréstimos realizados no exterior, o que aumentou rapidamente o endividamento público.
Assim como no período JK, os militares permitiram e incentivaram a entrada de capitais estrangeiros, que se alocaram principalmente na extração de minerais metálicos, no agronegócio, na indústria química, farmacêutica e na fabricação de máquinas e outros bens de capital.
A industrialização promovida pelos militares contou também com a realização de uma série de projetos na região Norte, vista pelos militares como uma fronteira de recursos a ser explorada. Para tal, houve a criação da Zona Franca de Manaus, visando tornar a Amazônia um polo industrial; e a realização de obras faraônicas.
A ditadura militar e as chamadas pela mídia da época como “obras faraônicas”
O termo “obra faraônica”, é utilizado como referência a obras de grande porte realizadas com o objetivo de demonstrar poder e impressionar a sociedade. A referência desse nome é o povo egípcio que ficou historicamente famoso por construções suntuosas como as pirâmides e a esfinge.
Durante o governo dos militares no Brasil grandes obras foram realizadas como:
• Ponte Rio Niterói.
• Usina Hidrelétrica de Itaipu.
• Rodovia Transamazônica.
Programa Pró-Álcool
Entre 1968 e 1973 o Brasil atravessou um período de grande crescimento econômico que teve seu fim com a ocorrência da primeira grande crise do petróleo (1973).
Nesse contexto em que o governo militar passou a ser mais criticado (críticas que levariam a abertura do regime de maneira lenta), o governo brasileiro passou a substituir os carros movidos a derivados do petróleo por aqueles que seriam movidos à álcool.
Tendo sido atingido então pela crise do petróleo o governo brasileiro lançou em 1975 o Programa Nacional do Álcool, ou seja, o Pró-Álcool.
Com os investimentos no uso da cana-de-açúcar para a produção do novo combustível o país conseguiu ter menos abalos pela crise do petróleo de 1979. Porém o projeto não teve o êxito esperado, pois com a posterior queda do preço do barril de petróleo o investimento nessa fonte deixou de ser uma vantagem.
OBSERVAÇÃO
Taxas de crescimento anuais do Brasil (1950-2000)
Nota-se que o período compreendido entre o fim dos anos 1960 e a década de 1970 é marcado por altos índices de crescimento do PIB brasileiro, que não se repetiram ao longo dos anos posteriores.
Fonte Extra com inf. Proenem







