A Lojas Quero-Quero iniciou um processo de reestruturação no Rio Grande do Sul após registrar prejuízo de R$ 61,7 milhões no primeiro trimestre de 2026. Como parte das medidas para reduzir custos, a empresa fechou 14 unidades no Estado e demitiu mais de 100 funcionários.
De acordo com o balanço financeiro da companhia, o prejuízo praticamente dobrou em relação ao mesmo período de 2025. Entre os principais fatores apontados estão a queda nas vendas do setor da construção civil, os juros elevados e o alto nível de endividamento dos consumidores.
Apesar do fechamento das unidades, a rede mantém 574 lojas em operação nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A empresa também acumula uma dívida superior a R$ 200 milhões.
A reestruturação faz parte de um plano para reduzir despesas, melhorar os resultados financeiros e enfrentar o atual cenário econômico.
Lembretes da redação:
O comércio varejista de um modo geral, não especificamente a Quero-Quero, mas também ela, não é considerado uma instituição financeira e, por lei, não pode cobrar juros superiores a 1% ao mês (ou 12% ao ano) no crediário próprio. Qualquer taxa acima desse limite é considerada abusiva.
As empresas têm o dever de informar claramente o valor à vista, o valor total financiado, a taxa de juros aplicada e o Custo Efetivo Total (CET). Se essas informações não estiverem claras, a prática é considerada abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC
Cuidado também com os parcelamentos em muitos meses com a fachada de “preço à vista”. Nenhuma empresa consegue milagres e os juros já estão embutidos no tal preço à vista.
Elder Boff/FE com Agência GBC via Portal Tri







