Presidente e Haddad não defendem Galípolo, que eles colocaram no BC
Em razão das ligações do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, com autoridades e personalidades próximas a Lula (PT), ao seu governo e ao seu partido, o Palácio do Planalto optou pela omissão, fingir-se de morto, evitando se manifestar sobre o caso.
Nem Lula que o nomeou e nem Fernando Haddad (Fazenda) que o indicou saíram em defesa de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, que vem sendo alvo de pressões e até de tentativa de desqualificação, por iniciativas do Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal de Contas da União (TCU).
Galípolo teve de se virar sozinho, defendendo a instituição e sua equipe publicamente, afirmando que o BC tem “tudo documentado” e está à disposição do STF para esclarecimentos.
A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025, revelou um esquema de fraudes bilionárias por meio de emissões irregulares de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e outras operações financeiras suspeitas, que incluíam “reciclagem” de recursos via fundos de investimento.

(Reprodução O Estadão)
Relação estreita com os três poderes
Os banqueiros Daniel Vorcaro e Augusto Lima, do Master, presos em novembro pela Polícia Federal, tinham relações nos Três Poderes.
Vorcaro contratou o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Alexandre de Moraes. O ex-presidente Michel Temer, que indicou Moraes para a vaga no STF, também trabalha como consultor para o banqueiro.
No meio político, do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), ao líder do PP, Ciro Nogueira (PI), o banqueiro tinha acesso à alta cúpula do poder.
Augusto Lima, por sua vez, mantém estreita ligação com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (BA).
Foi na Bahia — estado que representa o coração do petismo no Nordeste — que nasceu o Credcesta, um cartão de crédito consignado com benefícios para servidores públicos e outros convênios, a galinha dos ovos de ouro do Master.
Diário do Poder/Metrópoles







