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Manipulação das ideias

Por Zelinda Balen Dakmer*


Uma grande parcela da população usa as redes sociais para reforçar a condenação dos presos do 8 de Janeiro que é superior a muitos crimes hediondos! Essas pessoas foram condenadas sem o devido processo legal, sob a acusação de terem invadido e depredado espaços públicos, além de participar da suposta tentativa de golpe (sem armas)!

Mas, ninguém se pergunta como esse grupo de manifestantes entrou com facilidade no Supremo, no Congresso e no Palácio do Planalto! Onde estava todo o efetivo da Força Nacional? E por que as câmeras que registraram tudo não foram liberadas? Lembro-me bem da primeira vez que visitei Brasília, junto a um grupo de estudantes universitários, quando participava do extinto projeto Rondon.

Ao chegar na Praça dos Três Poderes havia uma linha que limitava até onde os visitantes podiam chegar, com a presença de guardas armados e éramos apenas um grupo pequeno de estudantes curiosos. Nem por isso foi permitido que nos aproximássemos dos prédios. Então, como explicar que um grande grupo de manifestantes tenha entrado nos prédios públicos como quem adentra à própria casa? E o que dizer sobre manifestantes pacíficos que teriam se tornado violentos de uma hora para outra?  Na grande e hegemônica maioria das manifestações anteriores ao 8 de janeiro – eu participei de algumas – nunca houve nenhuma depredação!

Para os que apoiam a decisão de Alexandre de Morais, sugiro que estudem um pouco sobre os Princípios Fundamentais do Direito! Não é à toa que o país ocupa um dos penúltimos lugares no ranking mundial em Educação. Grande parte da população não é capaz de apreender a realidade. Olavo de Carvalho diz que o verdadeiro conhecimento vem da apreensão da realidade concreta, vem da observação dos fatos, o resto é narrativa que algumas pessoas, mal intencionadas, criam para manipular a grande massa desatenta!

Nenhum ditador se sustenta no poder se não tem apoio. Hitler cometeu os abusos que cometeu porque havia 100 mil soldados que o apoiavam, que foram manipulados pela narrativa criada por ele.

A humildade, uma virtude cristã, consiste em reconhecermos que somos falíveis e, portanto, sujeitos ao erro. A sabedoria, outra virtude, consiste em compreender a realidade de modo profundo e agir corretamente com conhecimento embasado nos valores perenes e cristãos.



*Zelinda Balen Dakmer é professora aposentada pelo Estado do Paraná. Professora particular de inglês e italiano. Estudiosa de psicologia positiva, PNL e filosofia.     

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