Por Caio Gottlieb
O Paraná fechou o primeiro semestre de 2025 com a marca de estado que mais cresceu no Brasil: avanço de 6,1% na atividade econômica, segundo o Banco Central.
Um feito que não apenas projeta números em tabelas, mas reposiciona o Estado no mapa nacional, dando nova vitrine ao governador Ratinho Júnior e reabastecendo a pauta de quem defende sua candidatura presidencial em 2026.
O agronegócio, motor da economia paranaense, registrou expansão de 21,8% no período, irrigando a indústria, o comércio e os serviços, e consolidando o Paraná como quarta economia do País.
Não se trata de um episódio isolado: é a tradução de dois mandatos marcados por estabilidade fiscal, avanços na segurança, modernização da saúde e liderança na educação básica, reconhecida pelo IDEB do Ministério da Educação.
O balanço é claro: um governo que entrega.
Mas a grandeza de uma gestão não se mede apenas pela frieza dos indicadores.
O que distingue projetos de poder de projetos de Estado é a capacidade de ampliar horizontes — e foi exatamente esse gesto que marcou a semana em Foz do Iguaçu, onde o o governador apresentou ao mundo o projeto do Centre Pompidou Paraná.
Será o primeiro satélite do renomado museu francês fora da Europa, a primeira sede nas Américas e no Hemisfério Sul, a ser erguido a partir do ano que vem ao lado do Aeroporto Internacional da meca paranaense do turismo.
Uma obra de R$ 250 milhões, conduzida em parceria com a França, que inscreve o Estado definitivamente na rota da arte contemporânea global.
Assinado pelo arquiteto paraguaio Solano Benítez, vencedor do concurso internacional promovido para definir o projeto, o desenho arquitetônico propõe um museu vivo, integrado à Mata Atlântica e aberto à comunidade.
Benítez, reconhecido por sua obra marcada pelo uso criativo de materiais locais e pela relação orgânica entre espaço e paisagem, idealizou uma estrutura que combina monumentalidade e pertencimento, tornando o museu não apenas um edifício, mas um gesto coletivo.
A cena foi simbólica: Ratinho Júnior, ao lado de Benítez e do presidente do Pompidou, Laurent Le Bon, participou de uma oficina com crianças da rede pública.
Com as próprias mãos, moldaram tijolos de barro do terreno onde o museu será construído.
Do gesto nasceu a metáfora: “Do tijolo ao museu”, um espaço que não se limita a abrigar exposições, mas que se anuncia como pacto entre povos, culturas e tempos distintos.
“Queríamos fazer Foz do Iguaçu entrar na rota mundial do turismo de museus, além do turismo de natureza das Cataratas”, disse Ratinho, ao agradecer a confiança francesa. A resposta veio de Le Bon: “Não conhecemos muitos políticos que sonham — e menos ainda os que realizam seus sonhos. Aqui é diferente. Só nos resta aplaudir”.
Do pavilhão temporário já aberto à comunidade, às palavras da secretária da Cultura, Luciana Casagrande, o tom é de pertencimento: “Antes mesmo de sua construção física, o Centre Pompidou Paraná já cumpre sua vocação: criar redes, gerar movimento e inspirar diálogo”.

Apresentação do projeto Pompidou (Assessoria)
É nesse ponto que os dois eixos se encontram. O mesmo governo que ostenta os melhores indicadores de crescimento e de educação, que registra quedas consistentes na criminalidade e que sustenta o quarto maior PIB do Brasil, é também aquele que ousa inserir o Estado na cartografia cultural do planeta.
Não é apenas administração de planilhas: é visão de futuro.
Por isso, quando se fala em 2026, não é apenas o nome de um gestor eficiente que entra na roda.
É a projeção de um líder que pavimenta caminhos para além da polarização, capaz de articular resultados concretos na economia e na sociedade, enquanto sonha alto e realiza — literalmente — obras que colocam o Paraná e o Brasil em diálogo com o mundo.






*Jornalista, publicitário, fundador e sócio-proprietário da Caio Publicidade, atua na TV Tarobá desde a sua fundação em 1979, conduzindo o programa de entrevistas Jogo Aberto.
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