Por Rosane de Oliveira/ZH
Em um dos piores momentos de seu terceiro governo, acossado pelo escândalo do INSS, o presidente Lula encerrou a viagem à Rússia expondo o Brasil a um constrangimento diplomático poucas vezes visto, sem que se vislumbre vantagens políticas ou econômicas nessa exibição de intimidade com Vladimir Putin, um dos piores tiranos do século 21.
Ninguém que conheça minimamente a história da Segunda Guerra ignora o papel fundamental da União Soviética na vitória contra o nazismo. Oitenta anos depois, com a URSS desmantelada, Putin usa a mão de ferro para se perpetuar no poder. Censura a imprensa, aniquila adversários, invade um país soberano, a Ucrânia, provoca a destruição de cidades e mata milhares de inocentes. Não se aperta impunemente a mão de um tirano.
É fato que a Rússia é parceira comercial do Brasil e que não é preciso gostar dos ditadores para quem os países vendem seus produtos. Isso não significa fazer pacto de sangue com anormais.
(Rosana de Oliveira em ZH deste domingo 11)

Bolsonaro se gabou de estar ao lado do ditador Putin (Reprodução)
NR. Após mais de 3 anos de guerra entre Rússia e Ucrânia, o posicionamento do atual e ex-presidente, não foi o que pode se chamar de assertivo.
O ex-presidente Bolsonaro, que dias antes da invasão em 2022, se gabou por estar ao lado do ditador Putin, manteve em seu governo, neutralidade em relação ao conflito. Um pouquinho antes de estourar a contenda ele disse: “O saldo mais positivo desta viagem é que estive por duas horas a um metro e meio do senhor Vladimir Putin” …
…Já Lula, numa tentativa de se intitular mediador da paz internacional, oscilou em seus posicionamentos nos dois anos anteriores. No ano passado, por exemplo, desdisse uma própria fala anterior, de que a culpa era dos dois países em conflito, afirmando que a Rússia “errou e já condenamos na ONU”, vaticinou…







