Valores mensais do Bolsa Família saltaram de R$269 milhões em 2004 para R$13 bilhões/mês em 2026
O Bolsa Família atendia 3,6 milhões de famílias no início de 2004, no primeiro governo Lula. O próprio governo petista explica, em documento dos 20 anos do programa, o “contexto” à época: 28% dos brasileiros viviam em situação de pobreza, sendo 9% na pobreza extrema.
Desde então, o número de famílias atendidas disparou quase 420%: atualmente são 18,7 milhões de famílias no programa, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social coletados pelo jornalista André Brito. Já as despesas mensais foram multiplicadas em quase dez vezes no período. As informações são do jornalista Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.
Valores mensais do Bolsa Família saltaram de R$269 milhões em 2004 (R$1,32 bilhão corrigidos pela inflação) para R$13 bilhões/mês em 2026.
Atualmente, segundo o Ipea/IBGE, o número de brasileiros que vivem na pobreza é de 26,8%, enquanto menos de 5% vivem na extrema pobreza.
O auge no número de famílias no programa foi em setembro de 2023; 21,5 milhões. Em outubro daquele ano, a despesa foi de R$14,7 bilhões.

Dependência há duas décadas
Das 20,6 milhões de famílias inscritas no Bolsa Família, 7 milhões recebem dinheiro do programa há 10 anos ou mais, com dados de fevereiro de 2025.
Esse número representa 34,1% do total e mostra a dificuldade que algumas parcelas da população têm em deixar de depender do Estado para se manter.
Os dados são exclusivos e foram obtidos pelo Poder360 via Lei de Acesso à Informação, com cruzamento de informações do Ministério do Desenvolvimento Social.
A região que tem o maior percentual de beneficiários em dependência longa é o Nordeste: 38,8% (ou 3,7 milhões) estão no programa desde 2015 ou antes. Norte (33,7%), Sul (29,5%), Sudeste (29,1%) e Centro-Oeste (26,9%) aparecem na sequência….
Rodrigo Vilela/Diário do Poder/Poder 360







