Por André Becker*
Desde 2022, tem gente dizendo que o presidente não é sempre o mesmo — e, olhando certas fotos divulgadas por aí, eu já começo a achar que nem o departamento de maquiagem sabe o que está acontecendo. Em uma imagem, ele aparece rejuvenescido. Na outra, parece que saiu direto de uma maratona de 48 horas. Em outra, muda barba, muda textura, muda tudo… e a única coisa consistente é a inconsistência.
Mas vamos ser honestos: não é preciso acreditar em sósias para perceber que tem algo muito errado. O problema não são as fotos — é o fato de que uma simples diferença de iluminação já deixa metade do país desconfiada.
É assim que a gente descobre o tamanho do buraco: a credibilidade institucional está tão baixa que qualquer variação de câmera vira “prova” de alguma coisa. E a comunicação oficial consegue ser tão desastrosa que uma mudança de lente parece uma mudança de personagem.
E aí chega a pergunta incômoda para 2026:
Vai ter eleição, vai ter teste de identidade… ou vai ter sorteio de quem aparece no palco?
Porque, do jeito que está, basta uma foto mal tirada para virar teoria — e basta um silêncio oficial para transformá-la em convicção. O país não merece esse nível de amadorismo.

* Professor, bacharel em administração de empresas pela Unioeste e pós-graduado em gestão pública. Servidor público aposentado, foi dirigente sindical e líder comunitário atuando em pastorais. Atualmente é prestador de serviços na área da construção civil, como sócio-proprietário da Tecnobrocas.
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