Franklin Martins participou do sequestro do embaixador dos EUA no Brasil, em 1969; Panamá chamou o episódio de “incidente”.
O jornalista Franklin Martins foi detido e deportado do Panamá quando fazia conexão no país rumo à Guatemala, onde participaria de um seminário. Ele havia embarcado no Rio de Janeiro e faria apenas escala na Cidade do Panamá antes de seguir viagem.
Segundo relato do próprio ex-ministro, ao desembarcar no aeroporto internacional de Tocumen ele teve o passaporte retido por agentes à paisana e foi levado para uma sala de interrogatório. Durante a ditadura militar, atuou na luta armada como integrante do grupo marxista MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), que sequestrou o embaixador norte-americano Charles B. Elbrik, em 1969, e desde então é considerado proscrito pelo governo dos Estados Unidos e de países como o Panamá, considerados como “hub” de voos para o território norte-americanos.
Na sequência do interrogatório, ele foi informado de que não poderia seguir viagem e seria deportado ao Brasil, sem explicação clara.
Depois da repercussão do caso, o governo do Panamá enviou uma carta ao Itamaraty pedindo desculpas e classificando o episódio como um incidente ligado a procedimentos migratórios baseados em informações presentes em sistemas de controle do país.
Rodrigo Vilela/Diário do Poder







