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Por que os nordestinos continuam vindo ao Sul em busca de emprego?

Por Nilso Romeu Sguarezi*

No jornal O Estado de S. Paulo leio a triste notícia: “Um ônibus que transportava trabalhadores rurais, que saíram do estado do Maranhão com destino a Santa Catarina, capotou na madrugada da segunda-feira, 16, entre os municípios de Ocauçu e Marília, na Rodovia Transbrasiliana (BR-153).

Os trabalhadores saíram do Maranhão com destino a Santa Catarina, onde atuariam na colheita de maçã, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O acidente deixou 52 vítimas, com seis mortes confirmadas e 46 pessoas feridas foram encaminhadas para unidades de saúde, segundo informações do Corpo de Bombeiros, que prestou apoio no resgate das vítimas com cinco viaturas no local.

A PRF informou que, em consulta com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o ônibus não tinha autorização para realizar esse tipo de fretamento e que só poderia circular no interior do Maranhão.”

Para Paulo Feldmann, do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) – “o trabalho, sem dúvida, é muito importante, qualidade de vida também. Mas tem um outro componente que deveria entrar agora, que é a segurança. Eu acho que as pessoas também migram, principalmente do Rio de Janeiro, saem do Rio de Janeiro, por medo dos assaltos, roubos etc., da violência. Você tem pessoas que saem de algumas cidades, de algumas capitais, principalmente nordestinas e do Rio de Janeiro, por medo da violência.”

Evidente que os números são fundamentais quando se fala em estudos demográficos, mas nós aqui do Paraná, não precisamos desta contabilidade para perceber o grande número de imigrantes venezuelanos, que fugiram da ditadura e vieram para conseguir emprego e qualidade de vida.

Por que estas milhares de pessoas que fugiram da Venezuela não foram ou não vão para a norte e nordeste do Brasil? Evidente a resposta, além de não existir empregos, lá a segurança também está comprometida, ou seja, o Norte e Nordeste brasileiro continuam não oferecendo oportunidades como no Sul e Sudeste.

Como milhões viram pela TV o desfile das escolas de samba do Rio, também assisti uma delas que recebeu dinheiro público para fazer propaganda antecipada para o atual presidente.

Contaram à sua maneira parte da história pessoal do nordestino Lula que no século passado veio ao sudeste para conseguir melhorar de vida e melhorou tanto que chegou a ser Presidente da República pela 3ª vez e seu PT já manda a mais de 20 anos neste país.

Mas mesmo sendo nordestino o tal senhor Luiz Inácio, não sabe administrar para termos crescimento, e desenvolvimento, preferindo apenas o manjado assistencialismo, que só rende votos e nem retira as pessoas da pobreza como informa a própria Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que faço questão de transcrever:

“Em janeiro, um total de 1.151.311 famílias em todos os 217 municípios do Maranhão estão contempladas com o Bolsa Família. Para isso, o investimento do Governo do Brasil no estado supera R$ 818,1 milhões. O valor garante um benefício médio de R$ 710,61”.

“Os dados do Novo Caged foram divulgados no final de dezembro pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com isso, o estoque de vínculos formais no estado passou de 620.885 no final de 2022 para 694.643 em novembro de 2025”

Lamentável que a migração dos nordestinos e nortistas ainda não tenha sido atacada pelos governos petistas, como os seus próprios números comprovam que no Maranhão tem mais gente com Bolsa Família que Carteira de Trabalho.

Parece que antecipar a campanha eleitoral não foi uma boa solução, até porque a primeira-dama que foi ensaiar na Acadêmicos de Niterói, na hora agá não teve coragem de enfrentar o grande público, que lá estava para ver festa e samba e não campanha eleitoral.

Já tem uma pilha de ações no TSE, pedindo punição pelo abuso de poder.

Diz o velho ditado: “Quem vai com muita sede ao pote, se lambuza”.



*Nilso Romeu Sguarezi, advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor da PEC da eleição da Assembleia Constituinte Exclusiva, para que o Brasil tenha uma nova constituição escrita por brasileiros sem necessidade de serem filiados a partidos políticos.

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