O ‘Estado de exceção’ virou expediente administrativo; o poder de julgar, instrumento para intimidar; e a toga, um salvo-conduto ao arbítrio”, escreveu O Estadão em seu editorial recentemente. “Um processo absurdo” …
Um dos mais respeitados advogados do Brasil, Ives Gandra Martins, postou um vídeo nas redes sociais, questionando métodos de seu “amigo” de muitas jornadas, o ministro do Supremo Tribuna Federal, Alexandre de Moraes.
Gandra Martins argumenta que o STF e seus ministros, incluindo Moraes, têm praticado ativismo judicial, reescrevendo a Constituição e agindo como um “ente político”, o que, segundo ele, não é sua função.
Em um episódio recente, mencionado em artigos de opinião, Ives Gandra questionou por que Moraes não investiga a origem de supostas provas em vez de apenas julgar com base nelas, sugerindo falta de isenção.
Gandra Martins defende que a administração pública deve obedecer ao princípio da publicidade (Art. 37 da Constituição), o que, em sua visão, torna questionável a alegação de quebra de sigilo em certos contextos.

Alexandre de Moraes, ministro do STF (Foto: Assessoria/STF)
Aberração
O jurista expressa preocupação com a perda de credibilidade e respeito do STF, atribuindo isso à sua incursão na política e ao excesso de poder.
O Estadão, por sua vez, já publicou editoriais que se alinham a algumas dessas críticas, como chamar a decisão de Moraes sobre Bolsonaro de “aberração” em determinado momento, ou discutir os riscos à democracia a partir de certas decisões judiciais.
É importante notar que as opiniões de Ives Gandra são expressas em artigos de opinião ou citadas em reportagens e outros artigos, refletindo um debate contínuo sobre os limites da atuação do Judiciário no Brasil.

Tagliaferro e Moraes (Reprodução)
Vaza Toga
O que mexeu mesmo com Moraes foi as declarações de um ex-subordinado seu, Eduardo Tagliaferro, mencionado por Ives Gandra em seu vídeo
Tagliaferro responde por violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta …
Segundo publicou a BBC, no dia do início do histórico julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e outros réus no Supremo Tribunal Federal (STF), uma sessão da Comissão de Segurança Pública do Senado foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais de aliados do ex-presidente.

Na imagem, Eduardo Tagliaferro é ouvido pela Comissão de Segurança Pública do Senado em 2 de setembro de 2025…
No dia 2 de setembro, a comissão recebeu o perito Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ele participou da sessão por videoconferência após uma convocação do senador Flávio Bolsonaro, presidente da comissão e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Tagliaferro voltou a afirmar na ocasião, que a assessoria do TSE, onde ele trabalhou com o ministro Alexandre de Moraes, tinha “poder de polícia”.
A defesa de Tagliaferro pediu o afastamento de Moraes do caso alegando que o ministro compromete a imparcialidade do julgamento...
O ex-assessor disse que o magistrado ordenou que a Polícia Federal (PF) obtivesse todas as câmeras que registraram os crimes e ordenou que ele, pessoalmente, coordenasse consulta a dados no TSE para identificar e localizar informações sobre pessoas presas.
Aliados do ex-presidente colocaram então, o nome do perito como um dos assuntos mais comentados no X. Flávio Bolsonaro publicou na ocasião, que as denúncias de Tagliaferro “são gravíssimas”.

Forjar provas
“[As] revelações que mostram como o ministro agiu para beneficiar um lado e para prejudicar e perseguir Bolsonaro de maneira ilegal”, disse.
Em agosto de 2024, a Gazeta do Povo publicou uma série de mensagens trocadas por assesores de Alexandre de Moraes, que pediam criatividade a Tagliaferro na busca de provas para incriminar e desmonetizar meios de comunicação como a Revista Oeste:
“Use a sua criatividade… rsrsrs.” E completou: “Pegue uma ou outra fala, opinião mais ácida e… O Ministro entendeu que está extrapolando com base naquilo que enviou… “.
“Vou dar um jeito rsrsrs”, disse Tagliaferro.
Ontem
O ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro, que trabalhou na Corte durante a presidência do ministro Alexandre de Moraes, mostrou em suas redes sociais, nesta terça-feira (25) que o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou a certidão de trânsito em julgado no processo em que figura como réu antes mesmo da apresentação de sua defesa e, claro, antes do próprio julgamento.
Tagliaferro sugere que a certidão teria sido inserida no sistema eletrônico do STF de forma antecipada, o que indicaria que a decisão já estaria pronta antes do encerramento das etapas processuais.
O ex-assessor afirma que, após a publicação, o documento foi retirado rapidamente. Em declaração divulgada nas redes sociais, Tagliaferro destacou: “STF publica por engano a certidão do trânsito em julgado em meu processo, mesmo antes de iniciar a defesa; removeram logo em seguida. Isso mostra a manipulação e a parcialidade, uma Corte que já tem a sentença condenatória pronta”.

Fonte Extra com inf. BBC, Estadão, Folha, Gazeta do Povo e Diário do Poder







