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TRE condena vereadora por esquema de compra de votos usando dados do CRAS

Priscilla Albano é suspeita de comandar o esquema de compra de votos Foto: CMMS

A vereadora Priscilla Lorejan Melo de Assis, mais conhecida como Priscilla Albano (PSD), a mais bem votada para a Câmara Municipal de Moreira Sales, noroeste do Paraná, nas eleições municipais de 2024, foi condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE) e teve a diplomação cassada, o que significa que o mandato foi cassado.

A sentença foi publicada há uma semana pela juíza eleitoral Maria Ângela Carobrez Franzini, que determinou ainda que Priscilla perca seus direitos políticos e fique inelegível pelos próximos oito anos.

A vereadora teria participado de um esquema de compra de votos de beneficiários de programas sociais.

Segundo o Ministério Público, uma servidora do Centro de Referência em Assistência Social (Cras) usou o cargo para favorecer a então candidata Priscilla.

“As investigações demonstraram que a servidora abordava eleitores, muitos deles beneficiários de programas de assistência social, e oferecia R$ 100 a pretexto de um suposto trabalho no dia da eleição, que consistia em votar nos candidatos indicados e realizar propaganda irregular, como ‘boca de urna’”, argumentou o MP ao propor a ação.

A servidora foi acusada de usar o acesso aos dados cadastrais dos beneficiários do Bolsa Família realizados pelo CRAS para recrutar eleitores em situação de vulnerabilidade social, além dos familiares deles.

Também teriam sido oferecidas outras vantagens, como cestas básicas, combustível e pagamento de contas.

Na sentença não fica claro se era Priscilla quem controlava o esquema, mas sim que ela foi a principal beneficiária e tinha pleno conhecimento do que era feito. Ela obteve 674 votos, 9,17% de todos os votos dados a candidato à Câmara.

Além da perda do cargo e da elegibilidade por oito anos, Priscilla Albano ainda foi condenada a pagar uma multa de R$ 53.205. Também a servidora do CRAS deverá pagar multa de R$ 53.205.

A vereadora informou que vai recorrer da sentença.

Por Luiz de Carvalho/O Maringá

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