Médico atirador já havia sido preso acusado de racismo
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Vinicius dos Santos Oliveira, 35, trabalhava em uma UBS de Cotia. Formado em medicina em 2015 pela Universidade de Aquino, na Bolívia, ele atuava no município desde 2019. Segundo a prefeitura da cidade, Vinícius passou por unidades básicas de saúde, pronto atendimento e também trabalhou no hospital de campanha durante a pandemia de covid-19.
Vinícius deixou esposa e um filho de um ano. Ainda segundo a prefeitura, ele era “reconhecido pelo comprometimento com o serviço público, pelo carinho com os pacientes e pela boa relação com as equipes de trabalho”.
Nas redes sociais, pacientes lamentaram a morte de Vinícius. “Um profissional maravilhoso”, escreveu uma moradora de Cotia. “Exemplo de médico, já passei com ele várias vezes. Lamentável o ocorrido”, publicou outra paciente.

Luís Roberto Pellegrini Gomes, 43, atuava com serviços de saúde em Barueri. Formado pela Universidade Nove de Julho (Uninove), ele é médico desde 2012 e era discreto nas redes sociais. Até o momento, não há informações sobre filhos ou cônjuge.
Além de médico, Luís Roberto também era empresário. Ele era sócio e fundador de empresas do ramo médico, como prestadoras de serviços com atendimento em pronto-socorro, realização de procedimentos cirúrgicos e apoio administrativo a outras empresas de saúde.
Entenda o caso
Crime ocorreu por volta das 22h de ontem, na Avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus, em Barueri. Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), o médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, 44, disparou contra Luís Roberto e Vinicius na calçada de um restaurante. Os três se conheciam, segundo a polícia.
Guarda Civil Municipal já tinha sido acionada minutos antes após uma denúncia de um homem armado dentro do estabelecimento. Segundo o relato da SSP, os três médicos discutiram dentro do restaurante, mas a confusão havia sido contida inicialmente. Minutos depois, já do lado de fora, Carlos Alberto sacou uma pistola calibre 9 mm e atirou contra as vítimas. Ele foi preso em flagrante.
Vítimas foram socorridas, mas morreram a caminho do hospital. A arma e cápsulas foram apreendidas, além de documentos, uma bolsa e R$ 16.140 em dinheiro. A polícia pediu a prisão preventiva de Carlos Alberto Azevedo Silva Filho.
O UOL buscou a versão da defesa de Carlos Alberto e o espaço seguia aberto, segundo informou o próprio site.
O delegado Andreas Schiffmann, responsável pelo caso, afirmou para a Globo, que a Polícia Civil investiga a possibilidade de o crime ter sido motivado por disputas comerciais na área da saúde. Segundo ele, Carlos Alberto e Luís Roberto eram donos de empresas de gestão hospitalar e vinham se desentendendo há algum tempo por contratos e licitações. Vinicius trabalhava para Luís.
Ainda de acordo com o delegado, familiares relataram a existência de uma rixa anterior, com ameaças entre as partes. A polícia considera Carlos Alberto uma pessoa perigosa e afirma que ele não mediu as consequências de seus atos, mesmo diante da presença de autoridades.
O suspeito já havia sido preso em 2025, em Aracaju (SE), por racismo e agressão contra funcionários de um hotel. Ele foi solto após pagar fiança. A defesa dele não foi encontrada

Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, o assassino (Foto de arquivo policial/redes sociais)
Reincidência: Atirador se envolveu em confusão em hotel de Aracaju
Em 21 de julho do ano passado, o mesmo médico foi preso em Aracaju (SE) por racismo, segundo registros da polícia. Ele teria chegado embriagado ao estabelecimento e passou a agredir alguns funcionários que estavam na recepção.
Ele ainda teria agredido um funcionário e proferiu ofensas racistas contra outro trabalhador. O médico também quebrou objetos e móveis do hotel. Um habeas corpus foi aceito pela Justiça meses depois.



Médico atira (1). Confusão dentro do bar, antes (2). Prisão em flagrante (3)
Fonte: UOL
Vídeo e fotos: Redes Sociais







