Uma mulher de 82 anos, dedicada à fé, ao silêncio, à caridade… assassinada dentro do lugar onde deveria existir apenas paz. Um convento. Um refúgio. Um lar de oração.
O que aconteceu em Ivaí no Paraná não é só uma notícia.
É um grito.
Porque quando até o sagrado deixa de ser respeitado, algo muito profundo está quebrado dentro da sociedade.
Não era só uma religiosa.
Era uma idosa.
Era uma vida inteira entregue ao bem.
Era alguém que jamais imaginaria encontrar a violência dentro do próprio lar.
Dói. Revolta. Indigna.
A gente cresce ouvindo que conventos são lugares de paz. Que ali mora o silêncio, a fé, o acolhimento.
Mas nem isso foi suficiente para proteger a Irmã Nadia.
Que mundo é esse onde nem quem vive para servir está seguro?
Que sociedade é essa que permite que a violência atravesse até os muros da oração?
Hoje não é dia de discurso bonito.
É dia de sentir vergonha.
E de não normalizar.
Irmã Nadia não é estatística.
Não é número.
É nome. É história. É vida.
E que a gente nunca se acostume com isso.
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